Na contramão dos mercados acionários de Nova York, o Ibovespa registrou queda de 0,59%, aos 111.850,22 pontos, em sessão marcada por valorização superior a 70% das ações de Americanas. Por aqui, investidores aguardaram anúncios do Ministério da Fazenda a respeito de medidas fiscais do novo governo para conter a dívida pública. Fernando Haddad prometeu entregar uma melhora fiscal de R$ 242,7 bilhões nas contas públicas em 2023, o que culminaria em um superávit de R$ 11,1 bilhões. Apesar da projeção, Haddad disse que o governo mira um déficit entre 0,5% e 1% do PIB. Ainda segundo ele, a reoneração de combustíveis, projetada em R$ 28,9 bilhões, será feita após posse do novo presidente da Petrobras e, ainda, discutida com o Banco Central.
Em Wall Street, as bolsas americanas subiram em bloco, repercutindo o índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro dos Estados Unidos, que registrou queda de 0,1% ante o mês anterior e encerrou o ano de 2022 com uma inflação acumulada de 6,5%. O resultado veio em linha com o esperado pelo mercado, aumentando as esperanças de agentes de que o Federal Reserve possa desacelerar os aumentos das taxas de juros. O índice Nasdaq registrou a quinta alta consecutiva, fato que não acontecia desde julho do ano passado. Grandes bancos, como JPMorgan, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo, devem divulgar seus resultados trimestrais nesta sexta-feira.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 1,55%, aos R$ 5,1005, menor valor desde 4 de novembro de 2022. Esta foi a terceira sessão consecutiva que a moeda americana registrou desvalorização em relação ao real. A desaceleração da inflação americana foi o principal motivo pela baixa do dólar em âmbito global.
Destaques da Bolsa
Entre os destaques do dia na B3, em mais uma sessão positiva para o petróleo, com alta superior a 1%, ações ligadas à commodity seguiram em trajetória de valorização. Os papéis de PetroRio ON subiram 1,87%, de 3R ON avançaram 1,10% e de Petrobras ON e PN ganharam 0,54% e 1,44%, respectivamente.
Pelo lado negativo, as ações de Americanas ON derreteram 77,33%, depois de passarem a maior parte do pregão em leilão. Assim, a companhia perdeu cerca de R$ 8 bilhões em valor de mercado em relação à ontem, após um rombo de R$ 20 bilhões nas contas da varejistas vir à tona. Na ponta oposta, as ações de Magazine Luiza ON dispararam 5,28%, repercutindo a melhora do mercado local e o alívio nos juros futuros.

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