Em uma sessão de apetite reduzido para os ativos domésticos, o Ibovespa ficou praticamente estável, em leve queda de 0,03% nesta sexta-feira, aos 127.616,46 pontos. A Bolsa brasileira teve desempenho superior aos mercados acionários de Nova York por conta do anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o governo fará uma contenção de R$ 15 bilhões visando o cumprimento do arcabouço fiscal neste ano. Os números serão detalhados no relatório de avaliação de receitas e despesas do dia 22 de julho. As ações de Sabesp ON subiram 3,51%, um dia depois de a companhia de saneamento confirmar o preço de R$ 67 por ação na oferta secundária (follow-on) que conclui a privatização da companhia. A Sabesp encerrou o pregão cotada a R$ 84,90. Na semana, o Ibovespa acumulou desvalorização de 0,99%.
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, em uma semana marcada por rotação de setores, com a venda das maiores companhias em favor de nomes menores. As small caps vêm sendo beneficiadas pela leitura do mercado de que o início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos será em setembro. No noticiário corporativo, as ações da CrowdStrike, especializada em segurança cibernética, tombaram 11,10%, após a companhia ser responsável por um apagão cibernético global, que provocou atraso em voos, além de prejudicar serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo. Os papéis de Microsoft ON, uma das principais empresas afetadas pela CrowdStrike, recuaram 0,74%.
No mercado de câmbio, o dólar à vista subiu 0,28%, cotado a R$ 5,6039. Após iniciar o dia no campo negativo, com uma percepção reduzida do risco fiscal doméstico, a moeda americana foi ganhando força ante divisas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano. Operadores apontaram um aumento de posições cambiais negativas diante de um mau humor externo se sobrepondo a questões locais. Na semana, o dólar acelerou 3,18%.

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