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Fechamento B.Side: Ibovespa retoma os 132 mil pontos com valorização de 2% de Petrobras em reação a conflitos no Oriente Médio; dólar sobe a R$ 5,46

Fechamento B.Side: Ibovespa retoma os 132 mil pontos com valorização de 2% de Petrobras em reação a conflitos no Oriente Médio; dólar sobe a R$ 5,46

Impulsionado por nomes ligados a commodities e na contramão dos mercados acionários de Nova York, o Ibovespa registrou valorização de 0,51% na sessão desta terça-feira, aos 132.495,16 pontos. A Bolsa brasileira foi beneficiada pela valorização de 2,67% das ações de Petrobras ON e PN, em linha com o avanço de 2% do petróleo no mercado internacional, após o Brent chegar a superar os 5% de ganhos, com agentes repercutindo a escalada de conflitos no Oriente Médio. Segundo a imprensa, o Irã lançou um ataque de quase 180 mísseis contra Israel. Hoje, diante de uma agenda econômica esvaziada, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a inflação no Brasil está “um pouco melhor”, mas afirmou que ainda há pontos de preocupação, como o “crescimento acima do potencial, crédito forte e mão de obra apertada”.

Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, com o mercado adotando tom cauteloso em meio aos conflitos geopolíticos envolvendo Israel, Hamas, Líbano e Irã. Segundo a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, a entrada do Irã no conflito era o maior dos riscos, tendo em vista que o país apoia o Hezbollah e é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Além disso, ela complementa que “toda guerra tem uma característica inflacionária” porque costuma impactar a distribuição de produtos importantes para todo o mundo. “Quanto mais tempo dura a guerra, maior a pressão inflacionária”. Quem sentiu o peso das quedas foi o setor de tecnologia, com os papéis de Tesla, Nvidia e Apple recuando mais de 3%.

No mercado de câmbio, o dólar à vista subiu 0,31%, cotado a R$ 5,4641, em linha com a valorização da moeda americana em âmbito global, com o mercado em busca de um porto seguro na divisa mais forte do mundo para se proteger dos riscos que envolvem os conflitos no Oriente Médio.

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