Em queda pelo quarto dia consecutivo, o Ibovespa registrou desvalorização de 1,32% na sessão desta terça-feira, aos 123.931,89 pontos. Novamente, a forte pressão vendedora sobre Vale ON (-5,48%) e Petrobras PN (-3,56%) foram determinantes para a forte queda de Bolsa brasileira. A escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China e os temores cada vez maiores de uma recessão global fazem o mercado diminuir as posições em ativos de risco, especialmente de mercados emergentes. Os juros futuros também avançaram, pressionados pela alta dos Treasuries americanos.
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, após os Estados Unidos confirmarem que vão impor tarifas de 104% sobre todas as importações chinesas depois de o governo de Pequim não voltar atrás a respeito da decisão de adotar tarifas retaliatórias de 34% sobre produtos americanos. As tarifas contra a China entram em vigor a partir de meia noite do horário da Costa Leste americana. Os mercados até iniciaram o dia no campo positivo, diante da esperança de que os EUA pudessem negociar acordos que reduziriam as tarifas sobre os principais parceiros comerciais. Contudo, as expectativas não se concretizaram e as incertezas voltaram a pressionar os ativos de risco.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em forte alta de 1,48%, cotado a R$ 5,9979, no maior patamar desde 21 de janeiro (R$ 6,0307), dia seguinte à posse de Trump. Na máxima do dia, o dólar chegou a ultrapassar o nível psicológico de R$ 6,00, mas fechou abaixo. A moeda americana também se valorizou ante o yuan.

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