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Fechamento B.Side: Ibovespa renova recorde histórico de fechamento e dólar cai a R$ 5,32 à espera de decisões de juros no Brasil e nos EUA

Em uma sessão positiva para os ativos locais com o mercado à espera de decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos nesta semana, o Ibovespa registrou valorização de 0,90% nesta segunda-feira, aos 143.546,58 pontos. Este é o nível mais alto de fechamento da história da Bolsa brasileira, impulsionada por seus principais nomes, com exceção de Banco do Brasil ON (-2,20%), mas com avanços de Petrobras PN (+0,87%), Vale ON (+0,88%), Itaú PN (+1,66%), BTG Pactual units (+0,70%) e Bradesco PN (+1,19%). Diante da queda dos juros futuros no pregão, nomes mais dependentes da economia doméstica também apresentaram fortes altas como Magazine Luiza ON (+7,41%), Yduqs ON (+6,72%) e Cogna ON (+4,45%).

Dois fatores pesaram favoravelmente para o mercado local. O primeiro foi a expectativa para a taxa básica de juros, que caiu pela primeira vez em 32 semanas, de 12,50% para 12,38% ao final de 2026. Já o segundo foi o resultado do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, que registrou queda de 0,53% em julho, informou o Banco Central. O resultado veio acima da expectativa de recuo de 0,3%, reforçando as apostas de antecipação do processo de afrouxamento monetário no Brasil.

Em Wall Street, as bolsas americanas subiram em bloco, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que as negociações com o governo chinês “estão indo bem”. Ontem, integrantes dos dois países iniciaram a quarta rodada de negociações em Madri sobre tarifas comerciais, além de um prazo para a venda da rede social chinesa TikTok. Os índices S&P 500 e Nasdaq renovaram recordes históricos de fechamento. Os papéis de Tesla ganharam 3,61%, depois que o CEO Elon Musk divultou uma compra de ações da companhia no valor de cerca de US$ 1 bilhão, sua primeira aquisição de papéis significativa desde 2020. Já as ações de Alphabet subiram 4,49%, ultrapassando pela primeira vez o valor de mercado de US$ 3 trilhões.

No mercado de câmbio, o dólar à vista à vista caiu 0,61%, cotado a R$ 5,3217, no menor nível desde 6 de junho de 2024. Na mínima do dia, o dólar tocou o patamar de R$ 5,3091. O fortalecimento do real na comparação com a moeda americana foi acompanhado por outras divisas em âmbito global. Por aqui, a ausência de notícias no espectro político doméstico, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, somado à possibilidade de ampliação da diferença entre os juros de Brasil e Estados Unidos ao longo da semana, deram maior impulso para a valorização do real.

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