Em mais uma sessão positiva para os ativos locais, mesmo que de maneira mais tímida do que na véspera, o Ibovespa registrou avanço de 0,36% nesta terça-feira, aos 144.061,74 pontos, renovando recorde histórico de fechamento. Na máxima do dia, o principal índice da B3 alcançou o patamar de 144.584 pontos. A Bolsa brasileira foi impulsionada pela valorização de dois de seus principais nomes: Vale ON (+0,35%) e Petrobras PN (+0,25%). O setor bancário não definiu um sinal único, com avanço de Banco do Brasil ON (+0,55%) e BTG Pactual units (+0,37%), mas com recuo de Itaú PN (-0,26%) e Bradesco PN (-0,23%). O Ibovespa foi beneficiado por um movimento de queda dos juros futuros.
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, mas encerraram o dia muito próximas da estabilidade, com o mercado em compasso de espera pela decisão de política monetária do Federal Reserve amanhã, com ampla expectativa pelo início do ciclo de queda de juros nos Estados Unidos, com um corte de 0,25 ponto percentual. Em um movimento de realização de lucros, as ações de Nvidia recuaram 1,64% e de Microsoft cederam 1,21%.
No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 0,44%, cotado a R$ 5,2981, abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde 6 de junho de 2024. A perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos, não só amanhã como nos próximos meses, e de manutenção da Selic em 15% no Brasil, pelo menos até o final deste ano, ainda torna o real atrativo e faz a moeda americana perder força. Somado a isso, a ausência de ruídos no âmbito político doméstico também contribui para uma recuperação da divisa brasileiro.

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