O dia caminhava para o Ibovespa bater recorde de fechamento pelo quarto pregão consecutivo, contudo o noticiario de Brasília mudou os rumos dos ativos locais nesta sexta-feira. Após a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria escolhido o filho Flávio Bolsonaro para angariar seu capital político na disputa à Presidência da República em 2026, o mercado interrompeu o otimismo e passou a se desfazer de posições. Assim, Bolsa brasileira derreteu 4,31%, aos 157.369,36 pontos, sendo pressionada por seus principais nomes, com quedas de Petrobras PN (-3,54%) e Vale ON (-2,36%), mas especialmente do setor bancário, com forte recuo de BTG Pactual units (-7,91%), Banco do Brasil ON (-7,07%), Bradesco PN (-5,97%) e Itaú PN (-4,62%).
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, mas com desempenho tímido. Os índices S&P 500 e Nasdaq completeram a quarta sessão consecutiva no campo positivo. O foco do mercado girou em torno da divulgação do PCE, que registrou alta anualizada de 2,8%, abaixo das estimativas de 2,9%. Já na comparação mensal, o índice de inflação subiu 0,2%, em linha com as expectativas. O número reforçou a leitura do mercado de que o Federal Reserve deverá cortar a taxa de juros dos EUA em 0,25 ponto percentual na próxima semana.
No mercado de câmbio, o dólar à vista acelerou 2,29%, cotado a R$ 5,4318, com o real sendo pressionado pela mudança abrupta do cenário política e tendo de longe o pior desempenho entre as divisas globais na comparação com o dólar. Na máxima do dia, a moeda americana tocou em R$ 5,48, maio nível desde 17 de outubro.

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