Decisão do Fed fica no foco do mercado nesta semana
Os índices futuros de Nova York operam em leve alta, enquanto as bolsas europeias adotam trajetória negativa nesta segunda-feira. O grande destaque da semana fica por conta da divulgação da taxa de juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve, na quarta-feira, com ampla expectativa pela redução de 0,25 ponto percentual. Mais do que a decisão em si, os próximos passos do Fed ficarão no foco. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, projetou crescimento real do PIB de 3% dos EUA. O governo americano, inclusive, deve anunciar um pacote de US$ 12 bilhões para auxiliar o setor agrícola. Na China, as exportações subiram 5,9% em novembro em relação ao mesmo mês de 2024. Já as importações chinesas avançaram 1,9% em novembro em base anualizada. Na Alemanha, a produção industrial subiu 1,8% em outubro ante setembro, bem acima das expectativas de queda de 0,6%. Entre as commodities, o petróleo recua 1%, após ataques russos na Ucrânia. Donald Trump afirmou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky “não está pronto” para aceitar a proposta dos EUA para encerrar a guerra. O minério de ferro fechou em baixa de 1,43% em Dalian, na China.
Copom e noticiário político são destaques da agenda doméstica
No cenário doméstico, o destaque semanal também gira em torno de política monetária, com o Copom divulgando sua decisão de juros na quarta-feira, após o fechamento do mercado. Assim como nos EUA, a decisão está praticamente dada, com ampla expectativa por manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. O mercado, no entanto, aguarda uma sinalização para corte de juros no primeiro trimestre de 2026. Além da decisão do Copom, agentes repercutem o IPCA de novembro, as vendas no varejo e volume de serviços de outubro. O mercado deve passar por um ajuste no pregão de hoje, após forte aversão a risco na sexta-feira, ainda repercutindo o noticiário político. No fim de semana, o senador Flávio Bolsonaro declarou que pode abrir mão da pré-candidatura ao Planalto em troca de apoio político, visando uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em Brasília, o Senado deve votar amanhã a PEC do Marco Temporal. Na quarta, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado discute o projeto de atualiza a lei de impeachment de ministros do STF.
Axia Energia investiu R$ 17,4 bilhões desde a privatização
No noticiário corporativo, a Axia Energia, ex-Eletrobras, divulgou cálculos que apontam que a companhia investiu R$ 17,4 bilhões desde a privatização, em junho de 2022. A Minerva fará a recompra antecipada do saldo remanescente de seu bond com vencimento em 2028, no valor de US$ 166,031 milhões. O conselho de administração da Motiva, ex-CCR, aprovou a distribuição de R$ 294,2 milhões em dividendos intermediários, a R$ 0,14 por ação. A Marfrig concluiu o leilão das ações fracionadas decorrente da incorporação de ações da BRF, em operação que movimentou R$ 519 mil líquidos. A PetroReconcavo registrou produção média de 25,1 mil boepd em novembro, avanço mensal de 1%.
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