Petróleo acelera mais de 2% de olho em tensões geopolíticas
Os índices futuros de Nova York operam em leve queda, enquanto as bolsas europeias adotam trajetória de leve alta, mas com pouco apetite diante da proximidade com o final de 2025. Entre as commodities, o petróleo acelera mais de 2%, um dia depois de as negociações dos Estados Unidos com a Ucrânia terminarem sem um acordo de paz, além de crescentes tensões entre o governo americano e a Venezuela. Já o minério de ferro fechou em alta de 2,58%. A agenda da semana está esvaziada apenas com a divulgação da ata referente à última reunião do Federal Reserve, na terça-feira. Hoje, às 12h, teremos dados de vendas pendentes de imóveis nos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, se encontra com o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, na Flórida.
Dados do mercado de trabalho brasileiro são destaque na semana
No cenário doméstico, a semana terá como destaques dados do mercado de trabalho brasileiro, com Caged e Pnad Contínua, que serão divulgados amanhã, além de números do setor público consolidado, todos referentes ao mês de novembro. Hoje, o IGP-M registrou queda de 0,01% em dezembro, após avanço de 0,27% em novembro, informou a FGV, contrariando projeções de alta. Com o resultado, o indicador de inflação encerrou o ano de 2025 com baixa de 1,05%. Às 14h30, será divulgado o resultado primário do governo central de novembro. Por aqui, as fortes altas do petróleo e do minério de ferro podem impulsionar os ativos locais, apesar da baixa liquidez no exterior.
STF prorroga prazo para deliberação de lucros e dividendos de 2025
No noticiário corporativo, o ministro do STF Kassio Nunes Marques prorrogou até 31 de janeiro de 2026 o prazo para que empresas deliberem sobre os lucros e dividendos apurados em 2025 de forma isenta. Representantes dos trabalhadores e das empresas do setor aéreo brasileiro aprovaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos aeronautas para 2025/2026, evitando uma greve. O conselho de administração da CSN Mineração aprovou a antecipação de proventos mínimos obrigatórios no valor de R$ 423,7 milhões. O conselho de administração da Prio Forte aprovou a distribuição de dividendos intercalares no valor de R$ 2,8 bilhões para a Prio.
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