Em linha com o bom humor nos mercados acionários de Nova York, o Ibovespa registrou valorização de 1,11% na sessão desta terça-feira, aos 163.663,88 pontos. A Bolsa brasileira foi impulsionada, principalmente, pela forte alta de 3,76% das ações de Vale ON, impulsionadas pela valorização do minério de ferro. A mineradora, inclusive, atingiu sua maior cotação intradiária desde 2007, a R$ 75,88. Assim como ontem, o setor bancário também operou no campo positivo, com acréscimo para os papéis de BTG Pactual units (+1,32%), Itaú PN (+0,60%), Banco do Brasil ON (+1,10%) e Bradesco PN (+0,58%). Pelo lado negativo, as ações de Petrobras ON e PN cederam 1,92% e 1,85%, respectivamente, pressionadas pela queda de 2% do petróleo no mercado internacional.
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, com o índice Dow Jones encerrando acima dos 49 mil pontos pela primeira vez na história. O índice S&P 500 também renovou o recorde histórico de fechamento. O mercado praticamente ignorou os riscos geopolíticos após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, dada a pouca relevância do país sul-americano no mercado global, e seguiu focado em comprar papéis do setor de tecnologia, com destaque para a alta de 3,37% de Amazon. Outros nomes ligados ao segmento de inteligência artificial voltaram a mostrar importantes avanços, casos de Micron Technology (+10,00%) e Palantir (+3,23%).
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,3800, com o real apresentando o melhor desempenho entre as divisas mais líquidas na comparação com a moeda americana. Este foi o quarto pregão consecutivo de desvalorização do dólar ante o real. Operadores apontaram o movimento como um ajuste de posição de começo de ano. O dólar fechou no menor nível desde o dia 4 de dezembro, quando encerrou a R$ 5,31.

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