Em mais uma sessão positiva para os ativos locais, o Ibovespa registrou forte alta de 2,20% nesta quinta-feira, aos 175.589,35 pontos, renovando pelo terceiro dia consecutivo recorde histórico de fechamento. Na máxima do dia, o principal índice da B3 alcançou o patamar de 177.742 pontos. O movimento é justificado por uma entrada de fluxo estrangeiro em mercados emergentes, entre eles o brasileiro. Em 2026, os estrangeiros aportaram R$ 8,7 bilhões na B3 até o dia 20 de janeiro. A Bolsa brasileira foi impulsionada, principalmente, pelo setor bancário, com avanços robustos de Banco do Brasil ON (+4,69%), Itaú PN (+3,38%) e Bradesco PN (+2,73%).
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, dando sequência ao movimento de ontem, quando os mercados ficaram aliviados após Trump descartar o uso de força militar na Groenlândia. Somado a isso, foi bem recebido a fala do presidente dos EUA de que não imporia novas tarifas sobre as importações de oito países europeus, que entrariam em vigor no dia 1º de fevereiro. Entre os indicadores econômicos, o PIB americano registrou alta anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025, levemente acima das expectativas de 4,3%. Já o PCE, medida de inflação favorita do Federal Reserve, subiu 2,8% em novembro, também acima das projeções de 2,7%.
No mercado de câmbio, o dólar à vista registrou queda de 0,68%, cotado a R$ 5,2845, no menor nível desde 14 de novembro de 2025, recuperando o patamar antes da notícia de pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O real operou em movimento similar a de outras divisas, diante de um enfraquecimento global da moeda americana e maior procura por ativos de mercados emergentes.
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