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Morning Call B.Side: inflação nos EUA e vendas no varejo no Brasil são destaques da agenda; julgamento do STF sobre Previdência fica no radar

Morning Call B.Side: inflação nos EUA e vendas no varejo no Brasil são destaques da agenda; julgamento do STF sobre Previdência fica no radar

Inflação nos EUA é destaque da agenda internacional

Os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias, com exceção de Londres, operam no vermelho nesta sexta-feira. O destaque do dia fica por conta da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, com agentes passando a precificar menor chance de corte de juros pelo Federal Reserve na reunião de junho. Na zona do euro, o PIB cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2025 na comparação com os três meses anteriores. Em base anualizada, o PIB do bloco subiu 1,3%. Ambos os números vieram de acordo com as expectativas do mercado. Na China, o volume de novos empréstimos liberados pelos bancos somou 4,71 trilhões de yuans (cerca de US$ 681,7 bilhões), abaixo da estimativa de 4,9 trilhões de yuans. Na Rússia, o banco central do país cortou juros em 50 pontos-base, a 15,50% ao ano. Entre as commodities, o petróleo avança 0,2%, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 2,36% em Dalian, na China.

Vendas no varejo e julgamento no STF sobre Previdência ficam no radar do mercado

No cenário doméstico, a sexta-feira marca o último pregão antes do feriado prolongado de Carnaval. Sendo assim, diante de um mau humor nos mercados internacionais e de uma fraqueza das commodities, os ativos locais podem passar por novos ajustes, assim como na véspera, quando o Ibovespa recuou para os 187 mil pontos e o dólar avanço para R$ 5,20. A agenda econômica tem como destaque as vendas no varejo do mês de dezembro, que não devem movimentar a parte longa da curva de juros. Em Brasília, o STF deve concluir hoje o julgamento que pode garantir aposentadoria especial para a categoria dos vigilantes, com potencial de impacto nas contas da Previdência de R$ 154 bilhões. Os desdobramentos do caso Master envolvendo o ministro do STF Dias Toffoli também ficam no radar, após saída de Toffoli da relatórios das investigações em meio a pressão de colegas da Corte.

Vale tem prejuízo líquido de US$ 3,844 bilhões no 4T25

No noticiário corporativo, a Vale registrou prejuízo líquido atribuível aos acionistas de US$ 3,844 bilhões no quarto trimestre de 2025, ante resultado negativo de US$ 694 milhões no 4T24. Em meio a especulações de pedido de recuperação judicial, a Raízen registrou prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/26. O IRB Brasil teve lucro líquido de R$ 143,3 milhões no 4T25, uma alta anual de 27,4%. A B3 registrou volume financeiro médio diário de R$ 33,819 bilhões em janeiro, avanço anual de 43,5%. A Braskem afirmou estar em dia com suas obrigações junto ao Banco do Brasil e que não possui exposição financeira relevante com a instituição, após o balanço do banco reportar inadimplência de R$ 3,6 bilhões por conta de uma dívida garantida por ações da Braskem, cedidas pelo controlador Novonor (ex-Odebrecht).

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