
Bolsas adotam cautela diante de impasse sobre tarifas dos EUA
Os índices futuros de Nova York operam em trajetória de queda, enquanto as bolsas europeias não definem sinal único na sessão desta segunda-feira. A cautela no exterior impera desde sexta-feira quando a Suprema Corte dos EUA derrubou o tarifaço do presidente Donald Trump. O republicano, no entanto, afirmou na rede social Truth Social que irá aumentar de 10% para 15% o que ele chamou de “Tarifa Mundial”. A China afirmou que irá monitorar de perto os planos de Trump como medidas alternativas. No cenário geopolítico, o Omã confirmou que uma próxima rodada de negociaçoes entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano está marcada para quinta-feira em Genebra, na Suíça. Segundo o The New York Times, Trump disse a assessores que pode ordenar um ataque militar caso as negociações fracassem. A agenda semanal reúne decisão de política monetária na China, hoje, às 22h. Na zona do euro, teremos a divulgação do CPI, na quarta-feira. Na safra de balanços, o destaque fica por conta dos números trimestrais de Nvidia. Entre as commodities, o petróleo recua 0,6%.
IPCA-15 de janeiro é destaque da agenda doméstica na semana
No cenário doméstico, o IPCA-15 referente ao mês de janeiro é o destaque da agenda semanal, divulgado na sexta-feira. Além disso, também teremos dados do Caged e do resultado primário do Governo Central, ambos de janeiro. O presidente Lula cumpre agenda na Coreia do Sul. Em discurso, Lula afirmou que não existe justificativa para o protecionismo econômico e declarou que, quanto mais livre o comércio, melhor para o mundo. O vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou como positiva para o Brasil a decisão da Suprema Corte americana. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a Casa irá priorizar a votação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia nesta semana. Motta também deve indicar nos próximos dias na CCJ o relator da PEC que extingue a escala 6×1. O presidente do STF, Edson Fachin, arquivou no sábado a ação que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli como relator das investigações envolvendo o Banco Master.
Telefônica Brasil registra lucro 6,5% maior no 4T25
No noticiário corporativo, a Telefônica Brasil registrou lucro líquido de R$ 1,877 bilhão no quarto trimestre de 2025, um aumento de 6,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Após o fechamento do mercado, teremos os resultados trimestrais de Gerdau. Nos próximos dias, saem os balanços de GPA, Azul, B3, Caixa Seguridade e Copel. Em Nova Déli, na Índia, a Vale assinou um MoU com a estatal indiana NMDC Limited e a Adani Ports and Special Economic Zone (APSEZ) para criar um complexo de mistura e comercialização de minério de ferro no porto de Gangavaram. A Azul anunciou na sexta-feira sua saída do processo de Chapter 11, equivalente à recuperação judicial nos EUA. O conselho da companhia aérea aprovou a emissão de bônus de subscrição que podem gerar até 7,3 trilhões de novas ações. A Copasa confirmou que definiu as instituições financeiras que atuarão como coordenadoras globais de uma potencial oferta pública subsequente de ações dentro do processo de desestatização. A oferta total (ASK) em voos da Gol subiu 13% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025.
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