
Em linha com o bom humor nos mercados acionários de Nova York e uma leitura de continuidade de entrada de fluxo estrangeiro na B3, o Ibovespa registrou avanço de 1,40% na sessão desta terça-feira, aos 191.490,40 pontos, renovando recorde histórico de fechamento. A Bolsa brasileira foi impulsionada, principalmente, pela valorização de 2,54% das ações de Petrobras PN, que fecharam na contramão do desempenho de baixa do petróleo no mercado internacional. Outros nomes relevantes do Ibovespa também encerraram no azul, casos de Itaú PN (+1,52%) e Banco do Brasil ON (+1,80%). O recuo dos juros futuros também deu suporte para alta de ações ligadas à economia doméstica. Pelo lado negativo, os papéis de Gerdau PN perderam 2,22%, após a companhia reportar lucro líquido ajustado de R$ 670 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representou um aumento anual de 0,5%.
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, com a recuperação de nomes de tecnologia, com maior destaque para AMD, cujas ações dispararam 8,77%, após a Meta anunciou um acordo com a empresa de semicondutores. Na temporada de balanços, os papéis de Home Depot avançaram 1,99% depois de a companhia superar estimativas no quarto trimestre de 2025. No cenário geopolítico, houve uma diminuição da aversão a risco diante de uma percepção de distensionamento da relação entre Estados Unidos e Irã. O aumento das tarifas globais de Trump, de 10% para 15%, no entanto, segue no radar.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,1554, com o real ganhando terreno na comparação com a moeda americana pelo quarto dia consecutivo, alinhado com o desempenho de outras divisas emergentes no pregão. Este foi o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024. Mais uma vez, a busca de investidores estrangeiros por mercados alternativos foi apontada como justificativa para o bom desempenho do real.
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