
Pressionado por um dado de inflação doméstico “mais quente” do que o esperado e pelo mau humor nos mercados acionários de Nova York, o Ibovespa registrou queda de 1,16% na sessão desta sexta-feira, aos 188.786,98 pontos, acumulando o terceiro dia seguido no vermelho. A Bolsa brasileira foi pressionada, principalmente, pelos recuos de Itaú PN (-1,87%), BTG Pactual units (-1,26%) e Banco do Brasil ON (-1,21%), que foram impactados por um movimento de ajuste e por perdas do setor bancário em NY. Pelo lado positivo, as ações de Bradesco PN avançaram 0,81%, na contramão do setor, após anúncio da criação da Bradsaúde, consolidando a área de saúde na Odontoprev ON, cujos papéis dispararam 13,93%. Na semana, o principal índice da B3 se desvalorizou 0,91%, contudo no mês de fevereiro teve avanço de 4,09%.
Entre os indicadores econômicos, o IPCA-15 registrou avanço de 0,84% em fevereiro, bem acima das expectativas de alta de 0,6%. Segundo a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, a impressão era de que a trajetória da taxa Selic estava “mais óbvia”, em direção a um corte de 0,50 ponto percentual em março. Agora, voltam as chances de uma redução de 0,25 ponto porcentual na mesa, embora esse não seja o cenário-base.
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, com o mercado reagindo a dados de inflação acima do esperado. O índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA registrou avanço de 0,5% em janeiro, ante estimativa de alta de 0,3%. Os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq encerraram o mês de fevereiro em queda, pressionados, principalmente, por crescentes temores sobre o impacto da inteligência artificial em setores específicos e na economia em geral.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou praticamente estável, em leve baixa de 0,10%, cotado a R$ 5,1340, em dia de formação da taxa Ptax de fim de mês, que costuma elevar a volatilidade dos negócios. A moeda americana, por exemplo, oscilou entre R$ 5,12 e R$ 5,16 ao longo desta sexta-feira. Na semana, o dólar recuou 0,81%, enquanto em fevereiro teve desvalorização de 2,16% na comparação com o real, em linha com o movimento de enfraquecimento da divisa americana em âmbito global.

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