
Petróleo dispara 7% e bolsas recuam após conflito entre EUA e Irã
Os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias operam em ritmo de queda nesta segunda-feira, repercutindo o conflito entre Estados Unidos e Irã, que começou nas primeiras horas de sábado, e culminou na morte do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. O presidente dos EUA, Donald Trump, estimou a duração de quatro semanas da operação no Irã. Entre as commodities, o petróleo acelera mais de 7%. O minério de ferro fechou em alta de 0,87% em Dalian, na China. A agenda semanal terá como destaque a divulgação do payroll, o relatório de empregos dos EUA, na sexta-feira. A China realiza um Congresso Nacional a partir de quarta-feira para definir novas metas e políticas. Na zona do euro, o PMI industrial subiu de 49,5 em janeiro para 50,8 em fevereiro, atingindo o maior nível em 44 meses, em linha com as projeções. No Reino Unido, o PMI industrial caiu de 51,8 em janeiro para 51,7 em fevereiro, contrariando expectativa de alta para 52. Na Alemanha, as vendas no varejo caíram 0,9% em janeiro ante dezembro, abaixo da expectativa de queda de 0,5%. Na Itália, o PIB cresceu 2,5% em 2025.
Petrobras sobe 3% no pré-mercado de NY
No cenário doméstico, o noticiário internacional com conflitos no Oriente Médio domina o foco dos mercados, com o apetite global a risco reduzido podendo ter reflexo nos ativos locais. Por outro lado, a disparada do petróleo pode trazer fluxo estrangeiro para o Brasil. No pré-mercado de Nova York, as ações de Petrobras sobem mais de 3%, repercutindo a forte valorização do petróleo. A agenda semanal doméstica terá como destaque o PIB do quarto trimestre de 2025 e, consequentemente do ano fechado, na terça-feira. No mesmo dia, também teremos dados do Caged. Na quinta-feira, será divulgado a PNAD Contínua e, na sexta, a produção industrial. O presidente Lula tem uma bateria de reuniões com ministros nesta segunda-feira.
Balanço da Petrobras é destaque da agenda corporativa na semana
No noticiário corporativo, a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 de Petrobras é o destaque da semana, após o fechamento do mercado na quinta-feira. A expectativa é de que a estatal reporte lucro líquido de cerca de US$ 3,14 bilhões no 4T25. A Petrobras ainda anunciou o aumento do preço do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras em 9,4% a partir de 1º de março. Embraer, Lojas Renner, CPFL Energia e Rumo, entre outros, também reportam números trimestrais. A Braskem vendeu 595 mil toneladas de principais químicos no Brasil no quarto trimestre de 2025, queda anual de 13%. O Grupo Pão de Açúcar (GPA) negocia a rolagem de cerca de R$ 900 milhões referentes à 2ª série da 20ª emissão de debêntures de 2024, com vencimento parcial em junho. O Cade aprovou, sem restrições, a aquisição da totalidade das ações da Linx Software pela Totvs, anunciada em julho do ano passado.
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