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Morning Call B.Side: decisões de juros no Brasil e nos EUA são destaque da agenda; guerra no Oriente Médio continua no radar

Morning Call B.Side: decisões de juros no Brasil e nos EUA são destaque da agenda; guerra no Oriente Médio continua no radar

Guerra no Oriente Médio e decisões de juros ficam no radar

Os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias adotam trajetória de leve alta nesta segunda-feira, com o mercado ainda de olho nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O petróleo opera em leve baixa, mas com o barril do tipo Brent ainda acima de US$ 100. Já o minério de ferro fechou em queda de 0,74%. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está conversando com sete países sobre um pedido de ajuda para garantir navegação no Estreito de Ormuz. A União Europeia decidirá hoje se envia navios para reforçar a segurança no Golfo Pérsico. Segundo estimativas, a retaliação do Irã retirou mais de 12 milhões de barris de petróleo por dia do mercado. A semana será marcada por uma bateria de decisões de juros ao redor do mundo, incluindo EUA, zona do euro, Reino Unido, Rússia, Japão e China. Agentes precificam que o Federal Reserve, o banco central americano, deve cortar juros apenas entre setembro e outubro. A agenda internacional ainda reúne o índice de preços ao produtor (PPI) americano. Na China, a produção industrial e as vendas no varejo vieram acima do esperado.

Copom deve iniciar ciclo de queda de juros nesta semana

No cenário doméstico, as atenções da semana ficam voltadas para a decisão de política monetária do Copom, com as apostas ainda divididas para um corte de 0,25 ou de 0,50 ponto percentual na taxa Selic. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou que não vê impacto da guerra no Oriente Médio na decisão de juros do Banco Central e que a prioridade do governo é garantir o abastecimento de combustíveis no País. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o nível de juros reais e reforçou defesa da meta de inflação contínua. Além do Copom, a agenda doméstica ainda reúne o IBR-Br, considerado como uma prévia do PIB, nesta segunda-feira. Na terça, teremos o IGP-10.

Petrobras reajusta preço do diesel mas mantém gasolina inalterada

No noticiário corporativo, a Petrobras anunciou na última sexta-feira um reajuste do preço do diesel, de R$ 0,06 por litro. A estatal não reajustou o preço da gasolina. Itaúsa, Sabesp e Natura divulgam balanços do quarto trimestre de 2025 nesta segunda-feira, após o fechamento do mercado. Ao longo da semana, ainda teremos resultados de MBRF, PetroReconcavo e Cemig. A Gerdau informou em relatório que tensões geopolíticas podem reduzir a demanda por aço e minério de ferro, afetar preços de commodities e elevar custos de energia. A Oncoclínicas assinou um termo de compromisso não vinculante com a Porto Seguro para negociar a criação de uma nova sociedade que reunirá suas clínicas oncológicas. A Azul apresentou seu relatório operacional mensal nos EUA, não auditado, referente ao mês de janeiro, com lucro de R$ 582 milhões e margem de 27,6%. A Telefônica Brasil aprovou a distribuição de JCP no valor líquido de R$ 165 milhões, a R$ 0,05 por ação ordinária.

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