Guerra no Oriente Médio completa três semanas
Os índices futuros de Nova York iniciam o dia em queda, enquanto as bolsas europeias adotam trajetória de leve alta nesta sexta-feira. O petróleo recua cerca de 0,7%, enquanto o minério de ferro fechou em alta de 1,05% em Dalian, na China. Os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que completa três semanas, permanecem no radar dos investidores. Segundo a imprensa, Trump estuda ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg a fim de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Kharg é responsável pelo processamento de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã. Há também notícias de articulação entre Europa, Japão e Canadá para auxiliar na navegação no Estreito de Ormuz. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou que há a possibilidade de suspensão das sanções contra o petróleo iraniano que estão no mar. O Banco do Povo da China (PBoC) manteve as principais taxas de juros inalteradas, com a de 1 ano mantida em 3% ao ano e a de 5 anos permanecendo em 3,5% ao ano. A decisão acontece após manutenções de juros nos EUA, na zona do euro, na Inglaterra e no Japão. Já o banco central da Rússia reduziu sua taxa de juros em 50 pontos-base, para 15% ao ano.
Risco de greve de caminhoneiros se dissipa
No cenário doméstico, diante de uma agenda econômica esvaziada, a cautela externa deve trazer volatilidade ao mercado local. Agentes repercutem a MP que abre crédito extra de R$ 10 bilhões para subsidiar diesel, além de uma antecipação do 13º do INSS que soma R$ 78,3 bilhões, retomando alertas fiscais e com potenciais inflacionários. O presidente Lula e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciam investimento de R$ 9 bilhões na Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais, em meio à pressão nos combustíveis. O risco de greve de caminhoneiros diminui, com negociações entre entidades do setor e o governo. A ANP determinou que a Petrobras informe sobre importações previstas, produtos a serem ofertados e preços, após cancelar leilões de diesel e gasolina.
Santander nomeia Gilson Finkelsztain, ex-B3, como CEO
No noticiário corporativo, Gilson Finkelsztain deixa a presidência da B3 e assume como CEO do Santander Brasil no lugar de Mario Leão, que ficará no posto até julho. A Cyrela registrou lucro líquido de R$ 682 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 37% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A Cemig reportou lucro líquido de R$ 1,876 bilhão no 4T25, avanço anual de 88%. O Grupo Panvel teve lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões no 4T25, acréscimo anual de 35%. A Minerva concluiu a recompra e o cancelamento de mais uma parcela de seu bond com vencimento em 2031, totalizando US$ 35,45 milhões. Segundo a imprensa, as discussões entre BTG Pactual, Bradesco e Cosan devem atrasar o IPO da Compass, empresa do grupo Cosan.
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