
Após duas sessões no campo negativo, o Ibovespa iniciou a semana em trajetória de alta, com valorização de 0,53% nesta segunda-feira, aos 182.514,20 pontos. A Bolsa brasileira foi beneficiada por um movimento positivo de seus dois principais nomes: Vale ON (+0,63%) e Petrobras PN (+0,53%), com esta última sendo impulsionada por nova rodada de avanço do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo WTI fechou em alta de 3,25%, a US$ 102,88, enquanto o Brent subiu 1,96%, a US$ 107,39. Pelo lado negativo, o setor bancário recuou em bloco, com exceção de Itaú PN (+0,36%), com perdas de Banco do Brasil ON (-1,15%), Bradesco PN (-0,27%) e BTG Pactual units (-0,24%).
Em evento, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que, na comparação com outros países emergentes, o Brasil se beneficia do atual choque do petróleo, tanto por ser exportador da commodity quanto pelo diferencial de juros com as principais economias, mas alertou para um ambiente de inflação mais elevada e crescimento menor.
Em Wall Street, as bolsas americanas não definiram sinal único, com os índices Dow Jones no azul e S&P 500 e Nasdaq no vermelho. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, discursou hoje em evento da Universidade de Harvard, aliviando o mercado ao afirmar que a inflação americana está sob controle e que não vê necessidade de aumentar as taxas de juros do país por conta do choque do petróleo. Powell ainda declarou que o momento de maior estresse no setor de crédito privado não parece ter os elementos necessários para se tornar um risco sistêmico. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a publicar no Truth Social que o governo americano está “em discussões sérias com um novo regime, mais razoável, para encerrar nossas operações militares no Irã”, adicionando que “grandes progressos foram feitos”.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou praticamente estável, em leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,2478, em linha com o movimento de fortalecimento da moeda americana tanto na comparação com outras divisas fortes quanto com moedas de mercados emergentes. Operadores ao redor do mundo adotaram posições mais defensivas diante das incertezas causadas pela guerra no Oriente Médio.

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