
Em uma nova rodada de otimismo global com a perspectiva de fim da guerra entre Estados Unidos e Irã, o Ibovespa surfou na onda do sentimento positivo para os ativos locais e registrou avanço de 0,26%, aos 187.952,91 pontos. Apesar da alta de Vale ON (+0,63%) e do setor bancário, com valorização de BTG Pactual units (+2,33%), Banco do Brasil ON (+2,74%), Bradesco PN (+1,36%) e Itaú PN (+0,84%), a Bolsa brasileira não teve desempenho superior por conta do recuo de 2,67% dos papéis de Petrobras PN, que acompanharam o movimento de baixa do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo WTI caiu 1,24%, a US$ 100,12, enquanto o Brent cedeu 2,70%, cotado a US$ 101,16.
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, com o mercado apostando em um fim cada vez mais próximo do conflito no Oriente Médio. As expectativas se voltam para discurso marcado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, às 21h (horário de Brasília). Hoje pela manhã, Trump afirmou em publicação no Truth Social que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu um cessar-fogo ao governo de Washington. No entanto, ele reforçou que os EUA só considerarão a oferta quando o Estreito de Ormuz estiver “aberto, livre e desimpedido”. O destaque negativo do dia ficou por conta de Nike, cujas ações desabaram 15,52%, após divulgação de expectativa de queda de 20% nas vendas na China no trimestre atual.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,1566, em mais um pregão marcado por investidores com maior apetite a risco, diante de expectativas de que o cenário geopolítico fique mais ameno, apesar de a guerra no Oriente Médio ainda não chegado ao capítulo final. Este foi o menor valor de fechamento da moeda americana na comparação com o real desde 27 de fevereiro (R$ 5,1340).

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