
Em uma sessão marcada por um sentimento de cautela em âmbito global com o mercado atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, o Ibovespa inverteu de sinal no final do pregão e registrou leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos. Os principais nomes da Bolsa brasileira não definiram sinal único, com avanços de BTG Pactual units (+0,87%), Bradesco PN (+0,70%), Banco do Brasil ON (-0,04%) e Vale ON (+0,72%) e quedas de Itaú PN (-0,07%) e Petrobras PN (-0,88%). O mercado também penalizou com mais veemência ações ligadas à economia doméstica, com investidores priorizando blue chips.
Em Wall Street, as bolsas americanas não definiram sinal único e encerraram o dia próximos da estabilidade, com investidores atentos ao noticiário envolvendo o conflito entre EUA e Irã. O dia começou com uma tensão maior após o presidente americano Donald Trump declarar que uma “civilização inteira morrerá esta noite” caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até às 21h (horário de Brasília). No entanto, ao longo da tarde, notícias apontaram para um pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, à Trump que conceda uma prorrogação de duas semanas ao prazo que ele estabeleceu ao Irã. Diante de um cenário confuso, o petróleo fechou sem direção única, com o WTI em alta de 0,48%, a US$ 112,95 o barril, e o Brent em queda de 0,45%, a US$ 109,37 o barril.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,1550, em uma sessão na qual a moeda americana operou sem direção na comparação com outras divisas, diante de uma grande volatilidade no mercado, apreensivo com a proximidade do fim do prazo para que o Irã aceite um acordo de cessar-fogo com os EUA.

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