Um sentimento de alívio tomou conta dos mercados nesta quarta-feira, após acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã por duas semanas. A Bolsa brasileira registrou alta de 2,09%, aos 192.201,16 pontos, impulsionada, principalmente, pelo setor bancário, com avanços de BTG Pactual units (+6,72%), Bradesco PN (+5,00%), Banco do Brasil ON (+4,48%) e Itaú PN (+3,50%). As ações de Vale ON subiram 2,27%, ignorando a queda de 1,35% do minério de ferro no porto chinês de Dalian. Pelo lado negativo, pressionados pela forte baixa do petróleo, os papéis de Petrobras PN tombaram 3,92%.
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, diante de um movimento de recuperação dos mercados globais, com agentes retirando o prêmio de risco geopolítico com o interrompimento do conflito no Oriente Médio, que reabre por algum tempo o Estreito de Ormuz. Apesar do acordo anunciado, o governo de Teerã acusou Israel de violar o combinado ao atacar o Líbano, porém os EUA afirmaram que o país não faz parte do trato. Mesmo assim, o petróleo fechou em forte queda, com o WTI recuando 16,4%, a US$ 94,41 o barril, e o Brent cedendo 13,3%, a US$ 94,75 o barril. Estas foram as maiores baixas percentuais em um único dia desde abril de 2020, na pandemia de covid-19.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 1,01%, cotado a R$ 5,1029, no menor nível desde 17 de maio de 2024, em linha com o movimento de enfraquecimento da moeda americana e do maior apetite a risco por divisas de mercados emergentes. Na mínima do dia, o dólar alcançou o patamar de R$ 5,0656, porém foi recuperando terreno ao longo do pregão.

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