
Diante de um alívio nas tensões geopolíticas, o rali dos ativos locais seguiu nesta sexta-feira. O Ibovespa registrou valorização de 1,12%, aos 197.323,87 pontos, renovando recorde histórico de fechamento pelo terceiro dia consecutivo. Novamente, operadores apontaram para um forte fluxo de investidores estrangeiros, com as ações de Petrobras PN subindo 2,36% e de Vale ON avançando 1,06%. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 4,93%.
Entre os indicadores econômicos, o IPCA registrou avanço de 0,88% em março, acima das projeções de 0,76%, número que pressionou os juros futuros de curto prazo. Sendo assim, o mercado fica na expectativa de que o Banco Central adote um tom mais cauteloso.
Em Wall Street, as bolsas americanas não definiram sinal único, com os índices Dow Jones e S&P 500 no vermelho e o Nasdaq no azul. O mercado optou por adotar um sentimento de cautela de olho no andamento das negociações entre Estados Unidos e Irã que devem acontecer neste fim de semana no Paquistão. Entre os indicadores econômicos, o CPI subiu 0,9% em março, em linha com as projeções. Apesar do menor ímpeto na sessão de hoje, os mercados acionários americanos tiveram desempenho positivo ao longo dos últimos cinco dias, com S&P e Nasdaq registrando seus melhores desempenhos semanais desde novembro.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 1,03%, cotado a R$ 5,0115, no menor patamar desde 9 de abril de 2024. Pesou ainda as leituras de inflação, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, que reforçaram que o diferencial de juros deve continuar elevado por tempo prolongado. Na semana, o dólar acumulou baixa de 2,87%.
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