Em uma sessão de valorização de commodities que, por consequência, impulsionaram nomes ligados ao minério de ferro e ao petróleo como Vale ON (+1,39%) e Petrobras PN (+0,47%), respectivamente, o Ibovespa registrou alta de 1,23% nesta quinta-feira, aos 122.898,80 pontos. O principal índice da B3 interrompeu uma sequência de seis pregões consecutivos no campo negativo. Hoje, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que as surpresas da atividade econômica global pararam de ser tão positivas.
Em Wall Street, as bolsas americanas não definiram sinal único e encerraram próximos da estabilidade, com os índices S&P 500 e Nasdaq passando por um movimento de realização de lucros, após baterem ontem recordes históricos de fechamento. Por lá, os mercado também operaram em compasso de espera pelo payroll, o relatório de empregos dos Estados Unidos, de maio, que será publicado amanhã, após os relatórios Jolts e ADP mostrarem números mais fracos do que o esperado ao longo da semana, reforçando a visão de que o Fed pode iniciar o ciclo de corte de juros na reunião de setembro.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,89%, cotado a R$ 5,2508, em um pregão no qual o real apresentou o melhor desempenho ante a moeda americana quando comparado com as principais divisas do mundo. O movimento é considerado natural já que a moeda brasileira foi uma das mais desvalorizadas nas últimas sessões. O dólar também perdeu terreno na comparação com as moedas desenvolvidas, com agentes aguardando o payroll, além de uma reação ao início de corte de juros promovido hoje pelo Banco Central Europeu (BCE), o primeiro desde setembro de 2019. O BCE cortou os juros em 25 pontos-base, conforme as expectativas.

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