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Fechamento B.Side: Ibovespa opera no azul impulsionado por bom humor em NY e blue chips; dólar recua a R$ 5,58

Fechamento B.Side: Ibovespa opera no azul impulsionado por bom humor em NY e blue chips; dólar recua a R$ 5,58

Impulsionado pelo bom humor dos mercados acionários e pela valorização generalizada de seus principais nomes, casos de Petrobras PN (+1,09%) e Itaú PN (+0,97%), o Ibovespa registrou alta de 0,12% na sessão desta segunda-feira, aos 134.737,21 pontos. Pelo lado negativo, os papéis de Azul PN tombaram 8,33%, com o mercado de olho nas movimentações da companhia aérea para evitar um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.

A nove dias da próxima reunião do Copom, a Pesquisa Focus de hoje trouxe uma revisão considerável da taxa Selic para este ano, que passou de 10,50% para 11,25%. Os economistas agora esperam três altas de 25 bps nas próximas três reuniões, com a Selic voltando a cair a 10,25% em 2025. Esta foi a primeira revisão para a taxa básica de juros no final deste ano em 10 semanas, mas, em compensação, os economistas ajustaram tudo de uma vez – e não aos poucos, como costuma acontecer. Segundo a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, se a pesquisa Focus estiver correta e as “promessas” do BC forem cumpridas, teremos de fato um novo ciclo de alta no Brasil a partir da semana que vem.

Em Wall Street, as bolsas americanas subiram em bloco, com o mercado à espera dos dados de inflação CPI e PPI de agosto dos Estados Unidos, que serão divulgados na quarta e quinta-feira, respectivamente. As ações de tecnologia, as mais afetadas na semana passada, tiveram o melhor desempenho nesta segunda-feira, em ritmo de recuperação, com avanço de 3,54% para Nvidia, após o papel tombar 14% na última semana. Além do setor de tecnologia, varejistas, bancos e nomes ligados à indústria também performaram bem, com alta de 2,05% para JPMorgan, de 2,26% para Costco e de 3,36% para Boeing.

No mercado de câmbio, o dólar à vista teve leve queda de 0,15%, cotado a R$ 5,5817, depois de iniciar o dia em ritmo de valorização. Em um pregão marcado por liquidez reduzida, as moedas emergentes, entre elas o real, se fortaleceram na comparação com a divisa americana, com agentes aguardando a divulgação de dados inflacionários nos Estados Unidos, uma semana antes de o Federal Reserve iniciar, como está precificado, o ciclo de corte de juros americanos, restando a dúvida sobre qual magnitude será adotada pelo banco central americano. Por aqui, o real também ganhou terreno diante da expectativa por elevação da taxa Selic em setembro.

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