Pressionado pelo mau humor nos mercados acionários de Nova York e por uma aceleração dos juros futuros – com o mercado voltando a aumentar apostas por alta da Selic na reunião de junho do Copom, o Ibovespa registrou queda de 0,56% na sessão desta quinta-feira, aos 136.236,37 pontos. A Bolsa brasileira foi pressionada, principalmente, pelo setor bancário, com desvalorização de 1,11% para Itaú PN, de 2,92% para Bradesco PN, de 0,76% para Santander units e de 0,31% para Banco do Brasil ON. Por outro lado, os leves avanços de Vale ON (+0,27%) e Petrobras PN (+0,03%) impediram um recuo ainda mais acentuado do principal índice da B3.
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco. O mercado adotou cautela à espera de avanços em relação à guerra comercial entre as principais economias do mundo. Hoje houve uma ligação entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Em uma rede social, Trump declarou que foi uma “conversa telefônica” muito boa. Agentes também acompanham a troca de farpas entre Elon Musk e o presidente americano. Musk chamou o republicano de “ingrato” e afirmou que “sem mim, Trump teria perdido a eleição”. Já Trump disse que Musk “ficou louco” e ameaçou romper contratos com empresas.
No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 1,08%, cotado a R$ 5,5845, com a moeda americana fechando abaixo do nível de R$ 5,60 pela primeira vez desde outubro. As divisas emergentes e de países exportadores de commodities, como é o caso do real, foram beneficiadas pela ligação entre Trump e Xi, alimentando esperanças de arrefecimento da guerra comercial.

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