A aversão ao risco aumentou nesta terça-feira após a CNN noticiar que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria cada vez mais inclinado a atacar instalações nucleares do Irã. O temor de escalada no conflito no Oriente Médio levou os preços do petróleo a subirem quase 5% (Brent e WTI), e os investidores buscaram segurança em Treasuries, derrubando suas taxas. As bolsas de Nova York fecharam em queda (Dow Jones -0,70%, S&P 500 -0,84%, Nasdaq -0,91%), enquanto o índice VIX disparou 12,40%, sinalizando maior volatilidade.
No Brasil, o Ibovespa recuou 0,30%, a 138.840 pontos, puxado por queda de 4,5% em Vale ON, apesar da alta de Petrobras (ON +2,95%, PN +2,27%) com a valorização do petróleo. Destaques positivos também para Vamos (+2,46%) e Prio (+1,97%). O dólar à vista subiu 0,20%, a R$ 5,4968, em linha com o fortalecimento da moeda americana no exterior, motivado pela busca por ativos seguros.
No mercado de juros, as taxas futuras subiram à tarde, com o DI jan/26 em 14,86% e DI jan/29 em 13,53%, pressionadas pelo risco geopolítico. A expectativa para a decisão do Copom segue dividida: 27 casas projetam manutenção da Selic em 14,75% e 21 preveem alta de 0,25 ponto percentual. Ainda assim, o mercado avalia que o ciclo de aperto está próximo do fim.
Nos EUA, a expectativa é de manutenção dos juros pelo Fed, diante da inflação resiliente e cenário externo instável. A Capital Economics e o Swissquote destacam que apenas uma interrupção grave na infraestrutura energética alteraria significativamente o impacto atual do conflito. Enquanto isso, a União Europeia propôs planos para reduzir dependência de energia russa até 2027 e estimular crédito via flexibilização regulatória.

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