Diante do mau humor externo e renovadas preocupações com o cenário fiscal doméstico, o Ibovespa registrou queda de 0,73%, aos 140.680 pontos, no menor nível de fechamento desde 3 de setembro. Por aqui, pesou a possibilidade de o governo anunciar novos projetos para compensar a perda de arrecadação após rejeição da MP do IOF no Congresso. Na semana, o índice acumulou desvalorização de 2,44%, a terceira consecutiva. Os papéis ligados a commodities empurraram a Bolsa brasileira para baixo, com recuos de Petrobras PN (-0,89%) e Vale ON (-0,41%).
Em Wall Street, as bolsas americanas desabaram em bloco, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas de 100% à China a partir de 1º de novembro, acusando o país asiático de “estar se tornando muito hostil” com restrições sobre terras raras, consideradas peças-chave para o setor de tecnologia e bens e serviços de defesa. As ações de Nvidia cederam 4,95%, enquanto de AMD perderam 7,80%. Já o petróleo afundou 4%, nas mínimas em cinco meses, ainda reagindo ao acordo entre Israel e Hamas.
No mercado de câmbio, o dólar à vista disparou 2,39%, cotado a R$ 5,5037, em sua maior cotação desde 5 de agosto. A moeda americana foi impulsionada pela onda de aversão a risco no exterior, diante de uma retomada nas tensões entre EUA e China, e temores de piora na trajetória da dívida pública brasileira.
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