IPCA-15, Reforma Casa e cenário político-fiscal em foco
A semana no Brasil tem como destaque o IPCA-15 de outubro, que será divulgado na sexta-feira, em uma agenda doméstica mais enxuta. Hoje, o presidente Lula lança o programa “Reforma Casa Brasil”, com R$ 30 bilhões do Fundo Social para financiar reformas habitacionais para famílias de até R$ 9.600. No campo fiscal, auditoria do TCU alerta que perseguir apenas o piso da meta fiscal pode elevar a dívida em R$ 320 bilhões em dez anos. No cenário político, cresce a expectativa pela indicação de Jorge Messias ao STF e de Guilherme Boulos à Secretaria-Geral da Presidência, enquanto debates sobre tributação de alta renda ganham destaque após declarações do ministro Fernando Haddad.
CPI dos EUA, China firme e expectativas comerciais
No exterior, o foco recai sobre o CPI de setembro dos Estados Unidos, cuja divulgação ocorrerá graças a exceção do Departamento do Trabalho em meio à paralisação governamental de 20 dias. As bolsas internacionais sobem com expectativa de retomada das negociações comerciais entre EUA e China, após Donald Trump sinalizar possível redução de tarifas mediante compromissos chineses. Na Ásia, dados da China surpreenderam positivamente com PIB de 4,8%, além de alta em vendas no varejo e produção industrial, enquanto o Banco do Povo manteve juros. No Japão, a formação de nova coalizão política impulsionou os mercados.
Petrobras à espera de licença, Suzano avança em funding e agenda de balanços agita mercados
No ambiente corporativo, os ADRs da Petrobras avançam no pré-mercado com a expectativa de liberação da licença ambiental para exploração na Margem Equatorial, o que pode impulsionar PETR4 e reduzir percepção de risco regulatório. A Suzano emitiu panda bonds no valor de 1,4 bilhão de yuans (US$ 196 milhões), reforçando sua diversificação financeira, apesar de revisões baixistas para o Ebitda no curto prazo. A semana também é marcada por forte agenda de balanços internacionais, com destaques como Netflix, Tesla, Intel, Barclays e Renault, que podem influenciar o humor dos mercados globais e, indiretamente, a performance local.
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