Apesar da pressão negativa de seus principais nomes, o Ibovespa registrou alta de 0,33% na sessão desta segunda-feira, aos 155.277,56 pontos, apoiado pelo bom humor nos mercados acionários de Nova York. O mercado adotou tom cauteloso de olho em possíveis desdobramentos da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o tom positivo também foi auxiliado pela queda nas expectativas de inflação de 2025 e 2026, segundo o Boletim Focus, divulgado antes da abertura do mercado. A Bolsa brasileira foi impactada por leves baixas de Petrobras PN (-0,09%), Vale ON (-0,11%), Itaú PN (-0,38%) e Banco do Brasil ON (-0,73%). Em Brasília, a imprensa noticiou que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), romperam relações com os líderes do governo em ambas as casas, o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
Em Wall Street, as bolsas americanas subiram em bloco, dando continuidade ao movimento de recuperação visto na sexta-feira. O destaque ficou por conta do forte avanço de 6,28% das ações de Alphabet, a controladora do Google, após a companhia anunciar na semana passada seu modelo de inteligência artificial atualizado: o Gemini 3, quase oito meses depois do lançamento do Gemini 2.5. O entusiasmo em torno de Alphabet se estendeu a outros nomes do setor de IA, como Broadcom (+11,10%), Palantir (+4,78%) e AMD (+5,53%). Outras empresas conhecidas do setor de tecnologia, Meta, Nvidia e Amazon subiram 3,16%, 2,05% e 2,44%, respectivamente. Em uma semana marcada pelo feriado de Dia de Ação de Graças, agentes também seguem precificando os próximos passos do Federal Reserve, com 80% das apostas girando em torno de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos na reunião de dezembro.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em leve queda de 0,12%, cotado a R$ 5,3950, em sessão na qual a moeda americana não definiu sinal único no mercado internacional. Operadores apontam que o aumento das expectativas para um corte de juros nos EUA em dezembro pode beneficiar o real, já que o diferencial de juros entre os dois países ficaria ainda maior, favorecendo o carrego da moeda brasileira. Na mínima do dia, o dólar chegou a encostar em R$ 5,3792, contudo foi ganhando força ao longo do pregão.

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