Em linha com o bom humor nos mercados acionários de Nova York, o Ibovespa registrou avanço de 0,27% na sessão desta sexta-feira, aos 163.370,31 pontos. Os principais nomes da Bolsa brasileira novamente apresentaram sinais mistos, com avanços de Petrobras PN (+0,33%), BTG Pactual units (+0,59%), Bradesco PN (+0,11%) e Banco do Brasil ON (+0,18%), mas recuos de Vale ON (-1,14%) e Itaú PN (-0,20%). Entre os indicadores econômicos, o IPCA registrou alta de 0,33% em dezembro, em linha com as expectativas, e a inflação acumula em 2025 encerrou em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Banco Central. Segundo a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, o número pode ser considerado positivo, já que no início do ano passado, o mercado preficava um IPCA próximo a 6%. Na semana, o Ibovespa acumulou valorização de 1,76%.
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, com os índices Dow Jones e S&P 500 renovando recorde histórico de fechamento, com o mercado repercutindo positivamente o resultado do payroll, o relatório de empregos dos Estados Unidos, que mostrou um aumento de 50 mil vagas em dezembro, abaixo das estimativas de criação de 73 mil postos de trabalho. Apesar do dado mais fraco do que o esperado, a leitura reforça a percepção de que o Federal Reserve deve pausar o ciclo de corte de juros à espera de novos indicadores. Ações de construtoras residenciais se destacaram na sessão após o presidente Donald Trump ordenar a seus “representantes” a compra de US$ 200 bilhões em títulos hipotecários para reduzir as taxas de juros para compradores de imóveis. Assim, os papéis de D.R. Horton aceleraram 7,80%, seguidos por PulteGroup (+7,34%) e Lennar (+8,85%).
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,3658, com o mercado voltando a focar no alto diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o que favorece o “carrego” do real. A divisa brasileira, inclusive, esteve na ponta dos melhores desempenhos na comparação com a moeda americana. Na semana, o dólar registrou queda de 1,10%.

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