Petróleo desaba mais de 3% com tensão entre EUA e Irã
Os índices futuros de Nova York operam em leve alta, enquanto as bolsas europeias não definem sinal único nesta quinta-feira. Entre as commodities, o petróleo tomba mais de 3%, com o mercado adotando cautela com as crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã. O presidente americano Donald Trump declarou que o regime iraniano teria interrompido execuções de manifestantes, o que poderia frear uma ação militar. Ontem, Trump afirmou que tomaria “medidas muito duras” se o Irã continuasse reagindo violentamente a protestos contra o regime dos aiatolás. Trump ainda assinou duas ordens executivos para tarifar em 25% sobre alguns semicondutores, além de sinalizar tarifação para minerais críticos. A Groenlândia também segue no foco, após reunião sem acordo entre Dinamarca, EUA e a própria Groenlândia, com anúncio de envio de tropas militares de países europeus, como Alemanha, França, Suécia e Noruega, ao território. A agenda do dia nos EUA reúne o índice de atividade industrial Empire State de janeiro e pedidos semanais de seguro-desemprego, às 10h30. Goldman Sachs, Morgan Stanley e BlackRock reportam resultados trimestrais. O minério de ferro fechou em queda de 1,03% em Dalian, na China.
Vendas no varejo registram alta de 1% em novembro
No cenário doméstico, as vendas no varejo registraram avanço de 1,0% em novembro, após alta de 1,1% em outubro, informou o IBGE. O número veio acima das expectativas do mercado, que esperavam um acréscimo de 0,2%. Com o resultado, o indicador acumula alta de 1,5% em 2025 e nos últimos 12 meses. Por aqui, a forte queda das commodities deve pressionar os ativos locais, um dia depois de a Bolsa encerrar acima dos 165 mil pontos pela primeira vez na história. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniu com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia da segunda fase da operação Compliance Zero. O ministro do STF Dias Toffoli determinou que os materiais apreendidos na operação sejam enviados à PGR para análise.
B3 registra alta de 1,6% no volume de negociações em dezembro
No noticiário corporativo, a B3 registrou volume financeiro médio diário de R$ 30,516 bilhões em dezembro de 2025, o que representa uma alta de 1,6% na comparação com o mesmo mês de 2024. Em relação a novembro, o volume foi 4,3% maior. A Movida teve lucro líquido de R$ 102 milhões no quarto trimestre de 2025, o maior resultado trimestral dos últimos três anos. O montante representa crescimento de 65% ante o quarto trimestre de 2024. A Cury reportou R$ 1,556 bilhão em vendas líquidas no quarto trimestre de 2025, avanço anual de 9,3%. A Camil Alimentos registrou lucro líquido de R$ 44,1 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2025, encerrado em novembro, um recuo anual de 0,68%. O GPA rejeitou pedido de convocação de assembleia geral após renúncia de dois membros do conselho.
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