Pressionado por um movimento de alta dos juros futuros no pregão, o Ibovespa registrou queda de 0,46% na sessão desta sexta-feira, aos 164.799,98 pontos. Os juros aceleraram após a divulgação do IBC-Br, considerado como uma prévia do PIB, que subiu 0,7% em novembro, acima das expectativas do mercado de avanço de 0,3%, segundo o Banco Central. O dado de atividade de hoje somado ao número robusto do setor varejista, reportado ontem, trouxe dúvidas a investidores de que o Banco Central cortará juros na reunião de março, podendo adiar o início do ciclo de queda da Selic no Brasil. Na semana, o Ibovespa acumulou valorização de 0,87%.
Pressionadas pela baixa do minério de ferro, as ações de Usiminas PNA recuaram 2,58% e CSN ON cederam 4,42%. Pelo lado positivo, os papéis de Petrobras PN avançaram 0,79%, após dados de produção de 2025 melhores do que as metas da companhia.
Em Wall Street, as bolsas americanas praticamente andaram de lado, com os índices acumulando uma semana de perdas com o mercado atento ao noticiário geopolítico, especialmente relacionado às tensões dos Estados Unidos com o Irã e com a Groenlândia. Hoje, o mercado adotou cautela após o presidente americano Donald Trump afirmar que preferia que o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, permanecesse em seru cargo atual e que poderia não ser escolhido como novo presidente do Federal Reserve. O nome de Hassett era bem avaliado pelo mercado para a função.
No mercado de câmbio, o dólar à vista teve leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5,3726, em linha com o movimento de fortalecimento da moeda americana na comparação com divisas emergentes. Diante de uma ausência indicadores e novidades no noticiário internacional, os mercados adotaram cautela nesta sexta-feira diante da proximidade com o final de semana. O dólar acumulou avanço de 0,12% na semana.
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