Em alta pelo terceiro dia consecutivo, o Ibovespa disparou 3,33% no pregão desta quarta-feira, aos 171.816,67 pontos, renovando recorde histórico de fechamento. Diante de uma agenda doméstica esvaziada, a Bolsa brasileira foi beneficiada por um cenário geopolítico mais ameno. Somado a isso, o mercado recebeu bem uma nova pesquisa Atlas/Bloomberg, que mostrou uma redução da vantagem do presidente Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro para 4 pontos percentuais. Assim, os principais nomes do Ibovespa registraram fortes altas, casos de Petrobras PN (+3,53%), Vale ON (+3,02%), Itaú PN (+4,38%), Bradesco PN (+3,08%), Banco do Brasil ON (+3,99%) e BTG Pactual units (+4,77%).
Em Wall Street, as bolsas americanas subiram em bloco, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir”negociações imediatas” para comprar a Groenlândia e descartar o uso de força militar para controlá-la, em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos. “Após uma reunião muito produtiva que tive com o Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte, definimos a estrutura de um futuro acordo em relação à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico”, escreveu Trump no Truth Social. “Com base nesse entendimento, não imporei as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro”. Ações de tecnologia lideraram a recuperação, com destaque para Nvidia (+%).
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 1,11%, cotado a R$ 5,3208, com o real sendo beneficiado por um ambiente geopolítico menos turbulento, o que abriu espaço para agentes buscarem ativos de maior risco, como os mercados emergentes. O dólar atingiu o menor nível de fechamento desde 4 de dezembro de 2025, quando fechou a R$ 5,3103, na véspera do anúncio da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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