Bolsas globais recuam com cenário geopolítico ainda no radar
Os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias adotam trajetória de queda nesta sexta-feira. O mercado acompanha com atenção uma reunião entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia que será realizada nos Emirados Árabes Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que prefere evitar um ataque ao Irã, pediu ajuda da Otan para proteger a fronteira com o México e afirmou que haverá novidades sobre a Groenlândia em duas semanas. Hoje também é o último dia do Fórum Econômico Mundial, em Davos. A agenda econômica reúne prévias de janeiro dos PMIs americanos, além de sentimento do consumidor e expectativas de inflação medidos pela Universidade de Michigan. O Banco do Japão (BoJ) manteve inalterada sua taxa de juros em 0,75% ao ano, contudo o presidente da instituição, Kazuo Ueda, declarou que o BoJ subirá juros se a economia seguir as projeções. Entre as commodities, o petróleo acelera cerca de 1,5%, enquanto o minério de ferro fechou em alta de 1,21% em Dalian, na China.
Ativos locais seguem dependentes de fluxo estrangeiro
No cenário doméstico, o mercado questiona se o fluxo estrangeiro para emergentes que levou o Ibovespa ao recorde histórico de 175 mil pontos e o dólar a R$ 5,28, menor cotação desde novembro de 2025, se manterá nesta sexta-feira. A forte alta das commodities deve trazer algum impulso, enquanto o mau humor externo nos mercados acionários pode reduzir o ímpeto. A agenda econômica desta sexta-feira é mais uma vez bastante esvaziada, com agentes à espera da divulgação do IPCA-15 de janeiro na próxima semana, além de decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. No mercado de câmbio, estão previstos leilões de rolagem de linhas de até US$ 2 bilhões. No campo político, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que será candidato à reeleição do Estado em 2026 e disse que visitará o ex- presidente Jair Bolsonaro na próxima quinta-feira.
Vale planeja dobrar produção de cobre em 10 anos, afirma CEO
No noticiário corporativo, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, declarou que a mineradora tem o objetivo de dobrar a sua produção de cobre em uma década, durante o Fórum Econômico Mundial. O BTG Pactual realizou a emissão de US$ 750 milhões em bonds com vencimento em cinco anos e taxa de 5,5%. A Movida anunciou a sua 25ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 400 milhões. A MRV concluiu a venda dos terrenos Marine Creek, no Texas, e Tucker, na Georgia, nos Estados Unidos, por US$ 18,3 milhões, cerca de R$ 97 milhões. O Banco Central determinou que o BRB faça uma provisão de R$ 2,6 bilhões, que mede constar no balanço de 31 de dezembro.
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