Após sucessivos recordes de fechamento e cinco dias consecutivos no campo positivo, o Ibovespa passou por um movimento de ajuste na sessão desta segunda-feira, em leve baixa de 0,08%, aos 178.720,68 pontos. Por aqui, o mercado aguarda a decisão do Copom na próxima quarta-feira, com ampla expectativa pela manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, porém com agentes à espera de uma possível sinalização do Banco Central sobre o início do ciclo de corte de juros no Brasil.
A Bolsa brasileira até teve avanços de Petrobras PN (+0,91%) e do setor bancário, com maior destaque para BTG Pactual units (+1,93%) e Itaú PN (+1,33%), contudo pesou a forte queda de 2,29% de Vale ON, após notícia de extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto, em Minas Gerais, mas sem vítimas e sem impacto em comunidades próximas.
Em Wall Street, as bolsas americanas avançaram em bloco, com investidores à espera da divulgação de balanços corporativos durante a semana, entre eles gigantes de tecnologia como Microsoft, Meta, Amazon, Apple e Tesla, e da decisão de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira. Entre os pontos de cautela estão notícias de que parlamentares democratas podem se recusar a votar o orçamento sem mudanças nas provisões para a segurança nacional, devido aos conflitos em Minneapolis envolvendo o ICE, o serviço de imigração americano. O boicote poderia gerar uma nova paralisação do governo americano.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em leve queda de 0,12%, cotado a R$ 5,2797, em linha com o movimento de enfraquecimento global da moeda americana. Na mínima do dia, o dólar chegou ao nível de R$ 5,26, menor patamar intradiário desde 7 de junho de 2024. Assim como aconteceu nos últimos pregões, o real foi beneficiado, mesmo que de maneira tímida, por um fluxo de investidores estrangeiros em busca de outras geograficas além dos Estados Unidos.
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