Decisão de política monetária nos EUA fica no foco do mercado
Os índices futuros de Nova York adotam trajetória de alta, enquanto as bolsas europeias operam no vermelho nesta quarta-feira. O mercado também observa o comportamento do câmbio, após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que “o dólar está ótimo”, com a moeda americana em seu patamar mais baixo em quase quatro anos no índice DXY. Trump ainda declarou que uma frota americana está se dirigindo ao Irã neste momento. O presidente americano voltará a discursar hoje às 11h. O destaque do dia fica por conta da decisão de política monetária do Federal Reserve, com ampla expectativa por manutenção dos juros americanos. A agenda corporativa está recheada de balanços, com resultados de AT&T, IBM, Meta, Microsoft e Tesla. A China aprovou pela 1ª vez a compra do chip de inteligência artificial da Nvidia, em um sinal de aproximação de Pequim com Washington. Entre as commodities, o petróleo recua quase 0,5%, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 0,70% em Dalian, na China. O ouro ultrapassou a marca de US$ 5,2 mil a onça-troy, maior nível da história.
Mercado espera que Copom sinalize início do ciclo de corte de juros
No cenário doméstico, o destaque do dia também gira em torno de política monetária, com investidores à espera da decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros do Brasil, após o fechamento do mercado. Há uma ampla expectativa por manutenção da Selic em 15% ao ano, com as atenções voltadas na possibilidade de o Copom sinalizar o início do ciclo de corte de juros na reunião de março. Ainda teremos a divulgação do Relatório Mensal da Dívida (RMD) e o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026. Por aqui, os ativos locais seguem se beneficiando de uma entrada massiva de capital estrangeiro. Ontem, o Ibovespa renovou recorde histórico, aos 181 mil pontos, e o dólar alcançou o nível de R$ 5,20, menor patamar desde maio de 2024. O presidente Lula cumpre agenda no Panamá.
Vale supera guidance de 2025 e produção tem melhor resultado desde 201L
No noticiário corporativo, a Vale atingiu seu nível mais alto de produção de minério de ferro desde 2018, com mais de 336 milhões de toneladas em 2025, ante uma projeção de 325 a 335 milhões de toneladas. Com o resultado, a companhia voltou a ultrapassar, pela primeira vez em sete ano, a atividade da australiana Rio Tinto, uma das referências do setor de mineração. Ainda sobre a Vale, o governo de Minas Gerais identificou danos ambientais após vazamento de água e lama em duas estruturas da mineradora no município de Congonhas. A Sabesp captou US$ 1,5 bilhão no mercado internacional por meio de uma emissão de um novo blue bond, um título sustentável. A Embraer registrou crescimento de 20% na carteira de pedidos do quarto trimestre de 2025, que atingiu US$ 31,6 bilhões, com entregas de 91 aeronaves no período. A alta anual foi de 18%, com 244 entregas em 2025.
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