Em linha com o mau humor nos mercados acionários de Nova York e um dia depois da reunião do Copom, o Ibovespa registrou queda de 0,84% na sessão desta quinta-feira, aos 183.133,75 pontos. Em um movimento de correção, a Bolsa brasileira só não teve desempenho pior porque dois de seus principais nomes encerraram no azul: Petrobras PN (+0,96%) e Vale ON (+0,51%). Com exceção de Banco do Brasil ON (+0,39%), os bancos foram responsáveis por empurrar o Ibovespa para baixo, com quedas de BTG Pactual units (-2,01%), Bradesco PN (-1,29%) e Itaú PN (-0,41%). Assim, o “efeito Copom”, que sinalizou início do ciclo de corte de juros no Brasil na reunião de março, foi dissipado.
Em Wall Street, as bolsas americanas não definiram sinal único, com o setor de tecnologia puxando o desempenho para baixo, principalmente com a queda de 9,99% de Microsoft, o seu pior dia desde março de 2020, após a empresa reportar uma desaceleração no crescimento de computação em nuvem. Pelo lado positivo, as ações da Meta aceleraram 10,40%, depois que a controladora do Facebook divulgou uma previsão de vendas para o primeiro trimestre melhor do que o esperado. Em Washington, o Senado não conseguiu aprovar uma votação sobre um pacote de financiamento estatal, aumentando a possibilidade de que grande parte do governo federal paralise novamente suas atividades a partir de sábado.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,1936, com o real operando na contramão do desempenho de outras divisas que perderam terreno no pregão na comparação com a moeda americana. A divisa brasileira foi beneficiada por um movimento de valorização das commodities.

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