B.Side Insights

Daily report

Morning Call B.Side: discurso de Trump fica no radar dos mercados; novas alíquotas entram em vigor hoje

Morning Call B.Side: discurso de Trump fica no radar dos mercados; novas alíquotas entram em vigor hoje

Discurso de Trump fica no radar dos mercados

Os índices futuros de Nova York operam em alta, enquanto as bolsas europeias adotam trajetória de baixa nesta terça-feira. O mercado opera em compasso de espera pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um momento de impasse sofre o chamado “tarifaço”. Hoje, entra em vigor o aumento da alíquota de tarifas globais impostas por Trump, de 10% para 15%. O republicano sinalizou que avalia novas sobretaxas de segurança nacional, que podem afetar setores como baterias, químicos, telecomunicações, aço e alumínio. No cenário geopolítico, as atenções ficam voltadas para nova rodada de negociações entre EUA e Irã em Genebra. Na China, o Banco do Povo (PBoC) manteve as principais taxas de juros inalteradas, com o referencial de 1 ano em 3% e de 5 anos em 3,5%. A agenda do dia está esvaziada, apenas com confiança do consumidor americano de fevereiro, além de discursos de cinco dirigentes do Federal Reserve. Entre as commodities, o petróleo opera próximo da estabilidade, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 1,79% em Dalian, na China.

Dados de arrecadação federal são destaque da agenda doméstica

No cenário doméstico, teremos mais um dia de agenda econômica esvaziada, apenas com dados de arrecadação federal de impostos de janeiro, às 11h. Mais cedo, o Brasil registrou déficit de US$ 8,360 bilhões na conta corrente de janeiro, superando a mediana de estimativas de resultado negativo de US$ 6,6 bilhões. Em Abi Dhabi, o presidente Lula se reunirá com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan, dando continuidade à sua agenda internacional. Por aqui, a fraqueza das commodities pode pesar, contudo o avanço dos mercados de NY pode dar algum impulso. Ontem, o Ibovespa passou por um ajuste e recuou aos 188 mil pontos, enquanto o dólar adotou trajetória de queda, a R$ 5,16, menor patamar em 21 meses. Em evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que o governo espera que o início do ciclo de cortes da Selic comece em março, na próxima reunião do Copom, assim como as expectativas do mercado, justificando que a valorização do real e a desaceleração do preço dos alimentos permitem tal movimento do Banco Central.

Gerdau anuncia distribuição de R$ 197,5 milhões em dividendos

No noticiário corporativo, a Gerdau registrou lucro líquido ajustado de R$ 670 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representa um aumento de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia ainda anunciou a distribuição de R$ 197,5 milhões em dividendos e também aprovou um novo programa de recompra de até 55 milhões de ações preferenciais e 1,4 milhões de ações ordinárias. Após o fechamento do mercado, é a vez de GPA divulgar seu balanço trimestral. A Vale aumentará sua produção de cobre em Carajás (PA), passando de atuais 290 mil toneladas por ano e vislumbrando atingir entre 550 mil e 610 mil toneladas em 2035. A Azul reportou receita líquida de R$ 2,08 bilhões em dezembro de 2025, em dados divulgados no contexto do processo de Chapter 11 nos EUA. A Riachuelo, ex-Guararapes, anunciou que avalia a possibilidade de realizar uma oferta pública subsequente (follow-on) primária de ações ordinárias com valor estimado de R$ 400 milhões. Subsidiárias da Energia no Mato Grosso, na Paraíba e em Sergipe farão emissões de debêntures simples que vão somar R$ 1,450 bilhão. O BTG Pactual solicitou ao Cade um pedido para aumentar sua participação na Cosan para 11,5%.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigo anterior Fechamento B.Side: Ibovespa recua aos 188 mil pontos pressionado por mau humor global; dólar cai a R$ 5,16, menor nível em 21 meses
Próxima artigo Fechamento B.Side: Ibovespa renova recorde histórico e acelera aos 191 mil pontos; dólar cai pelo 4º dia consecutivo e vai a R$ 5,15