
Petróleo ultrapassa o nível de US$ 100 o barril
A escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã segue no foco dos mercados, com os holofotes voltados para o petróleo, com as cotações ultrapassando a marca de US$ 100 o barril tanto do tipo Brent quanto do WTI. Durante o fim de semana, o petróleo chegou a disparar 30% e beirar o nível de US$ 120, elevando as preocupações de uma inflação global. Assim, os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias operam no vermelho nesta segunda-feira. Já as bolsas asiáticas tiveram queda mais acentuada, com os mercados acionários do Japão e da Coreia do Sul recuando mais de 5%. O minério de ferro fechou em alta de 2,28% em Dalian, na China. A notícia de que Mojtaba Khamenei foi o escolhido para suceder o pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã trouxe ainda mais aversão a risco, já que ele é considerado como um “linha-dura” do regime. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, quem for escolhido para liderar o Irã “não vai durar muito” se não receber sua autorização prévia. Há relatos de que ministros de Finanças do G7 farão reunião virtual de emergência para falar sobre liberação de reservas de petróleo. A agenda semanal dos EUA reúne CPI, na quarta-feira, o PIB do quarto trimestre e o PCE, na sexta-feira.
IPCA de fevereiro é destaque da agenda doméstica na semana
No cenário doméstico, o mau humor externo deve seguir contaminando os ativos locais. Na última semana, o Ibovespa acumulou queda de quase 5%, enquanto o dólar se valorizou mais de 2%. As blue chips (Vale e grandes bancos) da B3 perderam cerca de R$ 131,4 bilhões em valor de mercado na primeira semana da guerra entre Irã e EUA. A “âncora” da Bolsa brasileira tem sido o bom desempenho de Petrobras, cujas ações têm se valorizado com a disparada do petróleo. Os movimentos no xadrez global alteraram as perspectivas de corte na taxa Selic na reunião de março, com agentes do mercado precificando uma queda de 25 pontos-base nos juros do Brasil neste mês, para 14,75%. Em pesquisa DataFolha divulgada no último sábado, o senador Flávio Bolsonaro ficou com 43% das intenções de voto em segundo turno, contra 46% do presidente Lula. A agenda econômica semanal tem como destaque o IPCA de fevereiro, na quinta-feira. Também teremos vendas no varejo, na quarta-feira, e volume de serviços, na sexta-feira, ambos referentes ao mês de janeiro. Lula recebe o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para uma visita de Estado.
MRV&Co reverte prejuízo e lucra R$ 41,4 milhões no 4T25
No noticiário corporativo, a MRV&Co reportou lucro líquido consolidado de R$ 41,4 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 249,8 milhões no quarto trimestre de 2024. Ainda são aguardados balanços trimestrais de Cosan, Direcional, Prio, Allos, Cury, CSN, CSN Mineração, Vibra Energia, Hypera e Magazine Luiza. A Petrobras recebeu indicações do acionista controlador e de minoritários para a composição de seus conselhos de administração e fiscal. Em janeiro, BradSaúde (+21 mil) e Amil (+12 mil) lideraram o crescimento de beneficiários de plano de saúde, enquanto Unimed (-52 mil) e Hapvida (-27 mil) registraram as maiores perdas. O MEC aprovou a habilitação da Rede D’Or para desenvolvimento de uma faculdade de Medicina com 100 alunos por ano, no Rio de Janeiro. Após notícia de que estaria atrasando pagamento a lojistas e adiando entregas, a Casas Bahia informou que está em dia com os repasses no marketplace e que eventuais atrasos ligados ao Pix foram pontuais e já solucionados.
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