
Petróleo recua 8% e bolsas sobem repercutindo falas de Trump
O petróleo recua cerca de 8% nesta terça-feira, dando sequência ao movimento de alívio visto ontem, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a guerra no Oriente Médio pode acabar em breve. Trump também afirmou que reagirá com “20 vezes mais força” caso o Irã bloqueie o Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária iraniana, no entanto, afirmou que Teerã decidirá o fim da guerra. Ontem, Trump também conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que apresentou propostas para a solução do conflito. Neste cenário, os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias adotam trajetória de alta. O minério de ferro fechou em alta de 0,26% no porto chinês de Dalian. Na China, as exportações cresceram 21,8% em janeiro e fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as importações tiveram avanço anual de 19,8% no primeiro bimestre. Ambos os dados vieram acima das expectativas de 9,3% e 8,5%, respectivamente.
Bom humor externo deve impulsionar ativos locais
No cenário doméstico, o bom humor externo deve impulsionar os ativos locais, assim como na véspera, quando o Ibovespa retomou os 180 mil pontos e o dólar recuou para R$ 5,16. As ações de Petrobras podem ser penalizadas pela forte queda do petróleo no mercado internacional. Diante de um sentimento de maior alívio no mercado financeiro, os juros futuros podem seguir em ritmo de queda, com agentes retomando apostas por um corte de 0,50 ponto percentual da taxa Selic na reunião de março. Por aqui, temos uma agenda econômica bastante esvaziada. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o posto na próxima semana, visando concorrer ao cargo de governador de São Paulo. Dario Durigan assume a pasta.
Cosan reporta prejuízo de R$ 5,8 bilhões no 4T25
No noticiário corporativo, a Cosan reportou prejuízo líquido corporativo de R$ 5,803 bilhões no quarto trimestre de 2025, uma queda de 38% em relação ao resultado negativo do mesmo período do ano anterior. Já a Direcional teve lucro líquido de R$ 211,4 milhões no 4T25, avanço anual de 27,7%. A Suzano aprovou a 2ª emissão de 2,5 milhões de cédulas de produto rural com liquidação financeira (CPR-Fs). Em entrevista, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, reconheceu os desafios do setor agro, mas disse não enxergar uma crise no segmento no Brasil. A Petrobras está recusando pedidos de distribuidoras por volumes adicionais de venda de diesel, segundo a imprensa. A Fitch reiterou o rating “BB+” de Sabesp. A PetroReconcavo reportou produção média de 24,4 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd) em fevereiro, alta mensal de 1,1%. A Grendene assinou uma carta de intenções para vender sua subsidiária nos EUA, a Grendene Global Brands USA, para a Pajar Distribution.
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