
Em mais uma sessão marcada por aversão a risco global diante de uma percepção de prolongamento da guerra no Oriente Médio, o Ibovespa registrou forte queda de 2,25% nesta sexta-feira, aos 176.219,40 pontos. Nem mesmo as ações de Petrobras PN, que vinham acompanhando o desempenho do petróleo nos últimos dias, escaparam do mau humor e recuaram 2,37%. Outros nomes importantes da Bolsa brasileira também encerraram o dia no vermelho, casos de Vale ON (-1,41%), Itaú PN (-1,73%), BTG Pactual units (-4,30%), Banco do Brasil ON (-1,02%) e Bradesco PN (-1,66%). Na semana, o principal índice da B3 acumulou queda de 0,80%.
Em Wall Street, as bolsas americanas recuaram em bloco, com o índice S&P 500 registrando sua quarta semana consecutiva de perdas, com o mercado reduzindo o apetite a risco diante de sinais de aumento das tensões no Oriente Médio, com notícias de que o Israel e Irã trocaram ataques, com este último lançando novas investidas contra instalações de energia do Golfo Pérsico. Além disso, o Wall Street Journal informou que o Pentágono está enviando milhares de fuzileiros navais para o Oriente Médio. O presidente americano Donald Trump voltou a criticar aliados da Otan, os chamando de “covardes”. Hoje, o petróleo voltou a fechar em alta, com o Brent acumulando ganho semanal de 8,77%. Já o WTI recuou 4,02% na semana.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em alta de 1,79%, cotado a R$ 5,3092 com a moeda americana voltando a se fortalecer em âmbito global com investidores em busca de segurança. O mercado voltou a precificar com mais veemência a possibilidade de que o Federal Reserve possa elevar os juros americanos ainda em 2026, o que é benéfico para o avanço do dólar. Segundo a Segundo o CME FedWatch Tool, ontem a chance de aumento de juros nos EUA neste ano era de apenas 5,2%, ante 45% de chance nesta sexta-feira. Na semana, o dólar acumulou baixa de 0,13%.

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