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Fechamento B.Side: pressionado pelo exterior e queda do petróleo, Ibovespa vira para o negativo, mas sustenta 115 mil pontos; dólar cai a R$ 5,02 com entrada de fluxo estrangeiro

Pressionado pelo clima de forte aversão a risco no exterior, o Ibovespa até tentou se manter no campo positivo nesta quinta-feira, mas virou para o vermelho no final da sessão, em leve recuo de 0,01%, aos 115.165,55 pontos. O índice teve como principal influência negativa o movimento de realização de lucros da Petrobras, mas, por outro lado, foi novamente beneficiado pelas empresas ligadas a commodities metálicas.

Em Wall Street, as bolsas americanas caíram em bloco, com o setor de tecnologia sendo novamente um dos mais penalizados. O mercado ainda segue atento aos desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Hoje, autoridades dos dois países realizaram uma segunda rodada de negociações na Bielorrússia, concordando em criar um corredor humanitário para a retirada de civis e entrada de medicamentos nas áreas de conflitos, além de deixar acordada uma terceira conversa na próxima semana.

Hoje, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que a invasão russa deve empurrar a inflação para cima, porém se comprometeu a fazer “tudo o que for necessário” para manter a alta dos preços sob controle nos Estados Unidos. Os Treasuries também desaceleraram, com os títulos de 10 anos caindo para cerca de 1,85%, depois do maior salto em um único dia desde 2020.

No mercado de câmbio, o dólar à vista registrou baixa de 1,55%, cotado a R$ 5,0280, diante de nova entrada de fluxo estrangeiro no País, beneficiado em partes pela saída de capital da Rússia, com investidores aumentando a posição em Brasil na parcela de emergentes. A disparada das commodities no mercado internacional e a busca por operações de carry trade favoreceram o mercado local.

Destaques da Bolsa

Entre os principais destaques do dia na B3, as empresas relacionadas a commodities metálicas tiveram mais uma sessão positiva, impulsionadas pela disparada de 5,76% do minério de ferro no porto de Qingdao, na China. CSN ON disparou 5,01%, Gerdau PN acelerou 4,43%, Usiminas PNA subiu 3,64% e Vale ON, com fôlego mais reduzido, se valorizou 0,05%.

Nomes do setor financeiro e bancário também se destacaram, com Cielo ON registrando alta de 5,26%, B3 ON avançando 3,14%, Bradesco PN com acréscimo de 1,94% e as units de Santander ganhando 1,27%.

Pelo lado negativo, as ações de Embraer ON caíram 4,17%, após a empresa suspender a execução de serviços de manutenção e fornecimento de peças de reposição para aeronaves a clientes na Rússia e em algumas regiões da Ucrânia.

As ações de Petrobras ON e PN recuaram 0,80% e 1,24%, respectivamente, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional, após notícia de retomada do acordo nuclear com o Irã, que tem o potencial de aumentar a oferta da commodity. Por outro lado, mesmo com a baixa nos preços do petróleo, PetroRio ON avançou 1,10% e 3R Petroleum ON subiu 0,92%.

Já os papéis de exportadoras do setor de frigoríficos e papel e celulose caíram, pressionados pelo dólar mais fraco. Suzano ON perdeu 2,31%, JBS ON caiu 1,67%, BRF ON se desvalorizou 3,03% e Marfrig ON tombou 3,12%.

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