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Fechamento B.Side: tombo histórico de Petrobras puxa Ibovespa para 112 mil pontos; dólar acelera a R$ 5,45

A turbulência anunciada na noite de sexta-feira se confirmou no início dessa semana, com os ativos domésticos sendo pressionados pela sinalização de uma guinada intervencionista do governo de Jair Bolsonaro. O anúncio de uma troca no comando da Petrobras caiu como uma bomba e a estatal registrou um tombo histórico. Nesse cenário de pessimismo, o Ibovespa também foi puxado para baixo e registrou forte queda de 4,87%, aos 112.667,70 pontos.

E se a Petrobras foi para baixo, o petróleo seguiu em ritmo de alta nos mercados internacionais, acima de US$ 60 o barril, beneficiado principalmente pela queda na produção americana da commodity diante das condições climáticas no Texas que paralisaram as atividades das petroleiras da região.

No exterior, o tom foi de cautela moderada, com as bolsas americanas fechando com sinais mistos. Investidores analisam a perspectiva de uma retomada econômica nos EUA e a aprovação de um novo pacote fiscal na casa do trilhão, que hoje contou com uma pressão maior do presidente Joe Biden. A sinalização de melhora da pandemia de covid-19 na Europa, com Reino Unido e Alemanha planejando a retirada de medidas restritivas, também traz ânimo.

Como não poderia deixar de ser diferentes diante de todas as notícias envolvendo a estatal, os papéis ON e PN de Petrobras derreteram 20,48% e 21,52%, respectivamente. Nas duas últimas sessões, a companhia chegou a perder mais de R$ 100 bilhões em valor de mercado.

Além da Petrobras, outras estatais também foram penalizadas como Banco do Brasil ON, com perdas de 11,65%, e de Eletrobras ON e PNB, com desvalorização de 0,69% e 0,17%, nesta ordem.

Pelo lado positivo, as ações de Lojas Americanas PN dispararam 19,88%, repercutindo a notícia de que a companhia irá realizar uma fusão com a B2W. A outra envolvida na operação, B2W ON avançou 1,15%.

Outra empresa beneficiada pelo noticiário corporativo foi a Embraer ON, que acelerou 7,40%, com investidores animados pela negociação da empresa com a companhia aérea alemã Lufthansa por uma troca de pedido de aeronaves.

No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 1,27%, cotado a R$ 5,4539, também reagindo à turbulência interna. A moeda americana chegou na casa de R$ 5,53, mas diminuiu o ritmo de valorização após uma intervenção do Banco Central, que vendeu US$ 2,6 bilhões (sendo o principal motivo do alívio a venda de US$ 1 bilhão em contrato de swap tradicional no mercado futuro). O mercado segue de olho na PEC Emergencial que deve ser votada na quinta-feira.

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