Trajetória de alta da Selic eleva atratividade do fundo Everest High Yield

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Depois da última reunião do Banco Central em março, que elevou a taxa básica de juros de 2% para 2,75%, a pergunta que fica no mercado é: até onde vai a trajetória de alta da Selic? Segundo o último Boletim Focus, divulgado pelo BC nesta segunda-feira (5), o mercado espera que os juros encerrem 2021 no patamar de 5% ao ano. Já para 2021, as expectativas são de Selic a 6%.

Diante desse cenário, quem se beneficia do movimento são alguns fundos de crédito privado como é o caso do multimercado Everest High Yield, disponível na plataforma do BTG Pactual, focado, como o próprio nome diz, em títulos high yield, ou seja, ativos de renda fixa que oferecem uma rentabilidade média mais atrativa, mas também com um risco um pouco mais elevado.

Atualmente, o produto entrega uma rentabilidade de cerca de 220% do CDI e tem a perspectiva de alcançar retornos próximos de 300% do CDI. Cerca de 94% das cotas são pós-fixadas em CDI somado a um prêmio para capturar a abertura da curva. Já 6% são de prefixados com uma taxa “gorda” de aproximadamente 1,6% ao mês.

No entanto, parte do risco é diluído, já que grande parte do desempenho do fundo da Everest vem da alocação no segmento de empréstimo consignado federal, sendo este um ativo que apresenta uma alta resiliência, com taxa de inadimplência menor do que 1%, e com um retorno atrativo. 

“Temos o mapeamento de todos os tomadores e um controle bastante rigoroso de operações”, afirma Silvio Camargo, gestor do fundo Everest, em conversa com o B.Side Insights, comparando o risco de um crédito consignado com a compra de uma NTN-B (título público indexado à inflação). “Basicamente é o risco do governo não te pagar.”

Em menor escala, a casa também trabalha com teses acessórias na carteira, composta direta ou indiretamente por fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), como operações de cadeia de fornecedores e investimentos em multi cedente e multi sacado, que apresentaram uma recuperação captando a melhora da atividade econômica. “Pegamos o mercado em baixa e esperamos capturar essa volta da economia”, diz Camargo.

A experiência do time de mais de uma década também é apontada como um dos diferenciais, com a equipe tendo vivência em praticamente todas as teses que podem ser utilizadas como FIDCs (cadeia de fornecedores, crédito para pessoa física, fomento e capital de giro de curto prazo para a indústria e para empresas, entre outras). 

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