Ex-seleção brasileira de basquete, Guilherme Giovannoni se junta à B.Side focado em ajudar atletas a investir melhor

Assets, Fundos & Gestores

Fundos multimercado macro juntam os cacos após tombo no Brasil e aumentam posições no exterior

2021 definitivamente não tem sido um ano fácil para os fundos multimercados, principalmente os da categoria macro, isto é, aqueles que têm uma estratégia...

Inflação no Brasil deve atingir pico em setembro, projeta Vinland Capital

Pela primeira vez em 2021, o Boletim Focus, relatório publicado pelo Banco Central com a mediana das expectativas do mercado, divulgado nesta segunda-feira (16),...

Mercado está ignorando risco de racionamento em 2022, diz CIO da RPS Capital

Um possível racionamento de energia em 2022 é um assunto pouco abordado atualmente no mercado, mas que tem um potencial relevante para ganhar os...

Fundamento do bitcoin não mudou mesmo com forte queda, afirma Hashdex

Após atingir o topo histórico em abril, cotado acima dos US$ 63 mil, o bitcoin passou por um movimento de queda livre nos meses...

Com duas Olimpíadas no currículo pela seleção brasileira e uma carreira de mais de duas décadas como jogador de basquete, Guilherme Giovannoni está tomando novos rumos em sua vida depois da aposentadoria.

Além do esporte, Giovannoni encontrou uma nova paixão: o mundo dos investimentos, aceitando um novo desafio para iniciar a carreira como relationship manager da B.Side Investimentos e ajudar a desenvolver o braço de esportes do escritório nomeado como B.Side Sports.

O propósito de sua nova função é oferecer especialmente a jogadores profissionais e atletas aposentados aquilo que não teve acesso durante sua carreira: um planejamento financeiro sólido com investimentos que realmente façam sentido para um perfil que tem particularidades totalmente diferentes de outras profissões.

“A carreira de atleta é muito curta e ainda vejo um porcentual baixo dos atletas que se preocupam com a vida financeira”, diz Giovannoni. “Meu objetivo é fazer os atletas se sentirem confortáveis em relação a seus investimentos para que possam pensar única e exclusivamente em ter uma boa performance dentro da sua área.”

Segundo ele, o tema dinheiro ainda é um tabu no meio esportivo, mas enxerga melhora em relação há uma década. “Pode parecer que está longe daqui a 20 anos para quem está em início de carreira, mas o tempo passa do mesmo jeito, investindo ou não, então o melhor que pode fazer é investir pensando no seu ‘eu’ do futuro”, aconselha.

Trajetória de Giovannoni

Depois de um início de carreira meteórico no Pinheiros, tradicional clube de São Paulo, no final da década de 1990, Giovannoni recebeu um convite para jogar basquete na Espanha. Foi a primeira vez que ele se deparou com um choque salarial, já que seu contrato era cotado em dólar.

“Eu tinha um grande medo de entrar para a estatística e ser mais um desses casos que ganhou um bom dinheiro na carreira, não soube o que fazer e acabou perdendo tudo”, confidencia.

Com seu primeiro capital, o ex-jogador de basquete passou a investir em imóveis por considerá-los um investimento mais seguro, ideia disseminada até os dias de hoje, construindo uma casa para os pais, adquirindo salas comerciais ainda na planta e um prédio.

Depois de relativo sucesso no mercado imobiliário, Giovannoni se aventurou na Bolsa de Valores por conselhos de terceiros. A palavra “aventura” é bem empregada, já que ele não tinha tempo para acompanhar seus ativos diante de uma rotina intensa de treinos e estando fora do Brasil, além da falta de conhecimento na época, apenas seguindo recomendações do banco, em um cenário que a disseminação de informação ainda era restrita. “Foi um investimento ruim e isso me afastou da Bolsa. Entrei sem saber absolutamente nada, e quando isso acontece o seu risco é muito maior”, conta.

Quando retornou ao Brasil anos depois, começou a estudar de fato os produtos financeiros e a se especializar. Voltou a investir em renda variável por meio de fundos de investimento.

Com cada vez mais confiança para investir no mercado de capitais, ele foi se desfazendo de alguns imóveis. “Isso não quer dizer que eu cansei do mercado imobiliário, mas foi mais para diversificar o meu portfólio”. Para ele, quanto mais diversificada a carteira, mais protegido o investidor estará para enfrentar diferentes cenários e conseguir surfar bem as diversas ondas. 

Um dos maiores exemplos foi durante a pandemia de covid-19, com boa parte de sua carteira alocada no exterior e assim estar posicionado em uma moeda forte como o dólar. “Caso o atleta esteja atuando fora do País, não faz sentido trazer grande parte do patrimônio para o Brasil, a menos que vá utilizá-lo.”

Ao conversar com jogadores, amigos e familiares, e ser procurado para dar conselhos sobre investimentos, Giovannoni viu uma oportunidade de seguir carreira no mercado financeiro. Além disso, também começou a falar sobre finanças e investimentos nas redes sociais, enxergando o potencial do mercado. No Instagram, ele acumula quase 30 mil seguidores. 

“Comecei a querer passar isso para frente e com isso as pessoas me procuraram para saber mais”, diz Giovannoni.

Foi aí então que aceitou o convite da B.Side para ser o responsável pelo braço de esportes do escritório.

Publicidade

Recomendado

Deixe um comentário

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Recentes

Fechamento B.Side: bancos e commodities puxam Ibovespa para cima na contramão de NY; dólar sobe a R$ 5,37

Impulsionado pelo bom desempenho das commodities e do setor bancário, o Ibovespa registrou leves ganhos de 0,27%, aos 113.583,01 pontos. A alta do minério...

B.Side Daily Report: bolsas globais não definem sinal único em dia de valorização de commodities; Focus mostra 25ª alta seguida do IPCA

Bolsas iniciam a semana com desempenhos mistos Os índices futuros de Nova York não definem sinal único, enquanto as bolsas europeias operam majoritariamente no campo...

Fechamento B.Side: Ibovespa recua aos 113 mil pontos pressionado por exterior negativo e inflação persistente; dólar sobe a R$ 5,34

Contaminado pelo clima de maior pessimismo no exterior, o Ibovespa encerrou a sequência de três altas consecutivas e registrou queda de 0,69%, aos 113.282,67...

O futuro da Apple depois de seu último lançamento

Na semana passada, a Apple apresentou a sua nova linha de produtos, com mudanças em todos os segmentos, ainda que sem grandes novidades tecnológicas...

B.Side Daily Report: bolsas globais recuam com temores renovados sobre Evergrande; mercado monitora IPCA-15 de setembro

Bolsas globais caem com temores renovados sobre Evergrande Os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias operam em queda nesta sexta-feira, após a...
Publicidade