Assets enxergam juro nominal de 2023 “esticado” e evitam posições direcionais relevantes para o Brasil

Assets, Fundos & Gestores

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Há uma visão majoritária entre alguns dos principais fundos multimercado (Bahia, Gauss, JGP, Legacy, Mauá, Occam, Verde e Vinland) de que os juros nominais de 2023 “esticaram” muito e que há um prêmio interesse no vértice de janeiro/2023. Prova disso é que a curva de juros a partir desse ponto está “flat” (quando está em posição horizontal e não apresenta diferenças significativas entre o curto e o longo prazo).

Na opinião dos gestores, se o cenário começar a se estabilizar, com menos ruídos políticos, intensificação da vacinação contra a covid-19, inflação controlada, andamento de reformas e a sinalização de que o teto de gastos será respeitado, as taxas de 2023 (principalmente) até 2024 podem fechar, diminuindo a inclinação na parte curta da curva e aumentando na parte longa.

Contudo, se houver um agravamento da situação doméstica, as taxas entre 2023 e 2024 teriam pouco espaço para abrir mais e, portanto, quem estiver comprado em títulos prefixados nesses vértices teria alguma perda. Porém, de 2025 em diante há um risco considerável da curva “estourar” e abrir muito, com os vértices mais longos subindo mais.

Como consequência desse cenário de incertezas no Brasil, diversas gestoras estão preferindo, em geral, evitar posições direcionais relevantes no País em seus portfólios, havendo naturalmente algumas exceções como Mauá (direcionada 100%) e Verde (com nenhuma posição direcional).

Sendo assim, podemos chegar a algumas conclusões:

1) Parece que há uma boa probabilidade de que a curva a partir de 2024 incline, seja num cenário positivo, de queda em nível da curva, ou em um cenário negativo (conforme explicado anteriormente).

2) Se houver uma melhora das expectativas, a maior captura direcional em juros estará no fechamento dos vértices 2023/2024 – porém, o upside de Bolsa ainda se mostra mais favorável, ainda que as assets prefiram, de modo geral, exposição em bolsa internacional.

3) Apostar no fechamento da taxa a partir de 2025 é considerado muito arriscado, diante do potencial de ganhar pouco ou perder muito.

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