Assets enxergam juro nominal de 2023 “esticado” e evitam posições direcionais relevantes para o Brasil

Assets, Fundos & Gestores

Fundos multimercado macro juntam os cacos após tombo no Brasil e aumentam posições no exterior

2021 definitivamente não tem sido um ano fácil para os fundos multimercados, principalmente os da categoria macro, isto é, aqueles que têm uma estratégia...

Inflação no Brasil deve atingir pico em setembro, projeta Vinland Capital

Pela primeira vez em 2021, o Boletim Focus, relatório publicado pelo Banco Central com a mediana das expectativas do mercado, divulgado nesta segunda-feira (16),...

Mercado está ignorando risco de racionamento em 2022, diz CIO da RPS Capital

Um possível racionamento de energia em 2022 é um assunto pouco abordado atualmente no mercado, mas que tem um potencial relevante para ganhar os...

Fundamento do bitcoin não mudou mesmo com forte queda, afirma Hashdex

Após atingir o topo histórico em abril, cotado acima dos US$ 63 mil, o bitcoin passou por um movimento de queda livre nos meses...

Há uma visão majoritária entre alguns dos principais fundos multimercado (Bahia, Gauss, JGP, Legacy, Mauá, Occam, Verde e Vinland) de que os juros nominais de 2023 “esticaram” muito e que há um prêmio interesse no vértice de janeiro/2023. Prova disso é que a curva de juros a partir desse ponto está “flat” (quando está em posição horizontal e não apresenta diferenças significativas entre o curto e o longo prazo).

Na opinião dos gestores, se o cenário começar a se estabilizar, com menos ruídos políticos, intensificação da vacinação contra a covid-19, inflação controlada, andamento de reformas e a sinalização de que o teto de gastos será respeitado, as taxas de 2023 (principalmente) até 2024 podem fechar, diminuindo a inclinação na parte curta da curva e aumentando na parte longa.

Contudo, se houver um agravamento da situação doméstica, as taxas entre 2023 e 2024 teriam pouco espaço para abrir mais e, portanto, quem estiver comprado em títulos prefixados nesses vértices teria alguma perda. Porém, de 2025 em diante há um risco considerável da curva “estourar” e abrir muito, com os vértices mais longos subindo mais.

Como consequência desse cenário de incertezas no Brasil, diversas gestoras estão preferindo, em geral, evitar posições direcionais relevantes no País em seus portfólios, havendo naturalmente algumas exceções como Mauá (direcionada 100%) e Verde (com nenhuma posição direcional).

Sendo assim, podemos chegar a algumas conclusões:

1) Parece que há uma boa probabilidade de que a curva a partir de 2024 incline, seja num cenário positivo, de queda em nível da curva, ou em um cenário negativo (conforme explicado anteriormente).

2) Se houver uma melhora das expectativas, a maior captura direcional em juros estará no fechamento dos vértices 2023/2024 – porém, o upside de Bolsa ainda se mostra mais favorável, ainda que as assets prefiram, de modo geral, exposição em bolsa internacional.

3) Apostar no fechamento da taxa a partir de 2025 é considerado muito arriscado, diante do potencial de ganhar pouco ou perder muito.

Publicidade

Recomendado

Deixe um comentário

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Recentes

Fechamento B.Side: bancos e commodities puxam Ibovespa para cima na contramão de NY; dólar sobe a R$ 5,37

Impulsionado pelo bom desempenho das commodities e do setor bancário, o Ibovespa registrou leves ganhos de 0,27%, aos 113.583,01 pontos. A alta do minério...

B.Side Daily Report: bolsas globais não definem sinal único em dia de valorização de commodities; Focus mostra 25ª alta seguida do IPCA

Bolsas iniciam a semana com desempenhos mistos Os índices futuros de Nova York não definem sinal único, enquanto as bolsas europeias operam majoritariamente no campo...

Fechamento B.Side: Ibovespa recua aos 113 mil pontos pressionado por exterior negativo e inflação persistente; dólar sobe a R$ 5,34

Contaminado pelo clima de maior pessimismo no exterior, o Ibovespa encerrou a sequência de três altas consecutivas e registrou queda de 0,69%, aos 113.282,67...

O futuro da Apple depois de seu último lançamento

Na semana passada, a Apple apresentou a sua nova linha de produtos, com mudanças em todos os segmentos, ainda que sem grandes novidades tecnológicas...

B.Side Daily Report: bolsas globais recuam com temores renovados sobre Evergrande; mercado monitora IPCA-15 de setembro

Bolsas globais caem com temores renovados sobre Evergrande Os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias operam em queda nesta sexta-feira, após a...
Publicidade