Canvas Capital chama a atenção para investidor também olhar para perenidade de uma asset independente

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Além de entregar retornos consistentes e assimétricos a seus cotistas, uma asset independente também precisa se preocupar em manter um negócio perene, que vá durar durante muito tempo. É com esse pensamento que a Canvas Capital, gestora independente com R$ 12,2 bilhões sob gestão, trabalha para gerar estabilidade e, consequentemente, dar tranquilidade para seus gestores performarem.

Segundo um estudo encomendado pela Canvas, de 2008 até hoje, 70% das gestoras de cerca de 13 anos atrás não existem mais, refletindo como a concorrência neste mercado de investimentos é acirrada e demonstrando que há um viés adicional de sobrevivência para as casas. “Para cada Verde, quantos não morreram no caminho?”, questiona a gestora em apresentação ao B.Side Insights, fazendo alusão à mais famosa gestora do mercado brasileiro. Assim, um investidor deve questionar: a gestora com quem estou investindo estará viva daqui a uma década?

A visão de ter um negócio robusto veio, principalmente, depois de um forte tombo em 2013. Percebendo a fragilidade de ter uma empresa pautada em apenas uma única estratégia, a Canvas resolveu então diversificar seu portfólio e implementar novos processos de controle de risco e limites. 

Atualmente, a casa possui quatro áreas: a estratégia macroeconômica do Brasil (com mais de R$ 5 bilhões), crédito distressed e high yield (R$ 5 bilhões), sistemático global (R$ 2 bilhões) e ações brasileiras, esta última ainda em desenvolvimento. Além da diversificação de estratégias, outro ponto destacado é a variada gama de investidores.

Outro diferencial apontado pela asset está em seu time sênior, com mais de 50 pessoas, sendo que aproximadamente 20 são sócios do negócio. A casa tem Antonio Quintella, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e na América Latina, como CEO. Já a área de gestão macro é tocada por Guilherme Gaertner e Eduardo Bodra, ambos ex-Itaú BBA e Advis Investimentos. Rafael Fritsch, ex-JPMorgan, Bank of America, Deutsche Bank e JGP, é responsável pela área de crédito, e Alessandro Correia, ex-Itaú BBA, Angra Partners e Pollux Capital, pela estratégia de equities. Por fim, Francisco Funari, ex-Advis Investimentos, faz a gestão do fundo sistemático.

Carro-chefe da Canvas

Com quase 13 anos de operação, o multimercado Canvas Enduro, disponível na plataforma do BTG Pactual digital, é o principal fundo da gestora.

Com foco no cenário macroeconômico brasileiro, o fundo gerou um retorno de 690,2%, desde setembro de 2018, resultado 342% maior do que o CDI no período. Com uma volatilidade que gira entre 7% e 8%, o fundo também conta com outras versões do Enduro mais conservadoras, arrojadas e de previdência.

A asset ainda tem no portfólio o fundo sistemático global Canvas Vector, o long only Canvas Rally, o long biased Canvas Dakar e o de crédito Canvas High Yield.

Visão para 2021

Depois de passar por um 2020 de recuperação por conta da pandemia de covid-19, a Canvas iniciou este ano comprada (apostando na alta) em bolsa doméstica e no exterior. Apesar de enxergar um nível de precificação dos ativos com “bastante coisa ruim” no preço de Brasil, a asset não acredita em um colapso no País causado pelos ruídos políticos recentes, e afirma que o cenário externo positivo ancora as expectativas para cima.

Ao falar do cenário de inflação lá de fora, a casa comenta que é cética ao olhar a taxa de juros com uma grande abertura. Segundo ela, o mundo está lutando há pelo menos uma década contra a deflação e os bancos centrais mundiais não veem com maus olhos uma alta moderada no nível dos preços. Sendo assim, o processo de normalização de taxa de juros deve ser gradual.

Além disso, a gestora diz estar zerada na posição de câmbio, após a piora da crise sanitária no País e ruídos políticos que fizeram do real a moeda que mais se desvalorizou no mundo. Para a Canvas, por mais que o real esteja depreciado em relação a seus pares, a moeda ainda vai demorar para se valorizar, já que funciona como uma “válvula de escape”, ou seja, quando tudo dá errado, é o câmbio que acaba se desvalorizando.

Na parte de juros, a Canvas enxerga um bom prêmio na curva de janeiro/2023, mas, por outro lado, está tomada no vértice de janeiro/2027. A casa também está tomada em juros de emergentes (Colômbia e África do Sul) e nos Treasuries.

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