Lit, o “Netflix da educação” da Saint Paul, reforça tese de que dados são o novo petróleo

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Em 2019, o executivo Ajay Banga, CEO global da Mastercard durante uma década, declarou que os dados são o novo petróleo da nova geração diante das transformações pelas quais a sociedade e os negócios vêm passando.

E uma das empresas brasileiras que comprovam a tese é o Lit, plataforma digital de educação da Saint Paul Escola de Negócios, que já foi chamada pela mídia de “Netflix da educação” e até de um “episódio da série Black Mirror” por conta de seu modelo de assinatura e da personalização para cada cliente.

Mas o que faz o Lit ter uma vantagem competitiva imensa e silenciosa em relação a potenciais competidores? O fato justamente de o negócio ser totalmente baseado em inteligência artificial e tratamento de dados.

“Usamos dados em 100% da operação, desde a busca de leads, ativação e conversão desses leads, experiência do aluno, vendas e marketing e todo o lado acadêmico”, afirma José Cláudio Securato, CEO da Saint Paul Escola de Negócios, em entrevista ao B.Side Insights.

Securato explica que a plataforma Lit consegue dizer o que o aluno tem que aprender e como deverá fazê-lo, capturando traços de personalidade e fazendo com que o algoritmo estabeleça qual a plataforma ideal (vídeo, texto ou áudio) para cada um. “E isso é feito de forma transversal, já que também eliminamos conteúdo que o aluno já domina e que não precisa mais reforçar.”

A “virada de jogo”, segundo ele, está num ciclo virtuoso de inteligência artificial, no qual você tem um produto e usuários. Esses usuários geram dados e, após o tratamento desses dados, é possível fazer adaptações no produto para que ele se torne melhor, satisfazendo mais usuários e gerando mais facilidade de conquistar mais clientes, que, por sua vez, irão gerar ainda mais dados, em um processo contínuo.

Em funcionamento desde março de 2018, o Lit já teve mais de 150 mil pessoas que pagaram por uma assinatura em três anos, atingindo seu break even (ponto de equilíbrio financeiro) em 18 meses.

Lit quer ser complementar às escolas do Brasil

Entre os mais de 150 cursos, o Lit conta com mais de 10 programas de MBA, um dos maiores focos da Saint Paul. No entanto, a plataforma já visa outros públicos.

A empresa tem mais de 40 solicitações de cursos de graduação no Ministério da Educação, com a ideia de oferecer diplomas a um custo mais acessível e democrático, mas mantendo a qualidade do nome Saint Paul, atualmente uma das referências do mercado.

Outra linha de negócio a ser explorada é a educação básica. Com um investimento de cerca de R$ 40 milhões, o Lit Escola será lançado em agosto.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 7 milhões de vídeos assistidos de edutubers – professores youtubers – mensalmente. Diante de um mercado tão expressivo interessado em complementar a jornada escolar, o Lit enxergou uma oportunidade de oferecer curadoria, já que no YouTube, apesar de ótimos canais de educação, não é possível saber a qualidade do professor, como tirar dúvidas e como ter uma jornada completa de aprendizado, entre alguns questionamentos.

“Não queremos ser uma escola, mas sim nos tornamos complementares a ela”, explica Securato, adicionando que o Lit Escola será voltado para alunos do ensino médio, com conteúdo de vestibular, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da reforma do ensino médio, mas que, posteriormente, também contemplará o ensino fundamental. “Além disso, não temos só conteúdos tradicionais, mas também de empreendedorismo e finanças pessoais, por exemplo.”

Educação no Brasil pode ter o mesmo destino dos meios de pagamento da China

Apesar de toda a turbulência e paralisia que afetou o setor de educação durante a pandemia de covid-19 em 2020, a Saint Paul conseguiu crescer cerca de 8% no ano passado, mantendo o business plan de dobrar a cada 3 anos. A escola não teve nenhum tipo de dificuldade em tombar o negócio para o online, porque já era uma escola híbrida, com 100% dos programas em sistema presencial e digital desde 2017.

Diante de tal estrutura consolidada, com mais de 10 mil alunos por ano, José Cláudio Securato achava que a penetração em um País de 210 milhões de habitantes ainda era pequena e que teria condições de oferecer um produto mais democrático e foi daí que surgiu a ideia do Lit.

O CEO da Saint Paul se diz otimista com o futuro da educação no Brasil e faz uma analogia ao sistema de pagamentos da China para exemplificar a capacidade do Brasil adotar uma educação cada vez mais digital.

De acordo com ele, há uma década, na China o único meio de pagamento era por meio do papel-moeda, sem a utilização de cartões. E, em uma velocidade imensa, o país passou a adotar pagamentos digitais por meio do celular. Assim, a educação no Brasil poderia passar por tal processo, sendo comparada à China do papel-moeda.

“O meio digital pode dar um upgrade muito grande na educação brasileira numa velocidade muito curta”, opina Securato. “Não acho que o digital seja solução para qualidade em larga escala, principalmente para o ensino infantil e fundamental, mas seria um caminho complementar.”

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