China deverá representar cerca de 60% dos mercados emergentes nos próximos anos

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Segunda maior economia do mundo, a China atualmente representa cerca de 40% dos mercados emergentes. Há 20 anos essa proporção era de apenas 6,5% e daqui a 5 ou 10 anos, o país asiático deve chegar a algo em torno de 50% e 60%, segundo projeções de Brendan Ahern, CIO da KraneShares, gestora especializada em ETFs globais. 

“E por esse motivo, os investidores precisarão investir na China”, afirmou Ahern, em participação na 3ª edição do evento Global Managers Conference, promovido pelo BTG Pactual. Ele destaca que esse movimento já começou com mais de US$ 35 bilhões já entrando na China neste ano. “A China como classe de ativos já é um fato.”

Quando questionado sobre o aspecto da transparência, o CIO da KraneShares disse que muitas vezes a percepção sobre investimentos na China é formada por um “bombardeio de negativismo” e não pelos dados. “Em finanças, tudo o que fazemos tem que ser fomentado por dados. Mas quando falamos de China, somos fomentados apenas por percepções”, alertou Ahern. “Quando olhamos os dados vemos uma oportunidade muito boa em termos de valuation.”

Desenvolvimento do mercado de capitais e moeda como reserva de valor

Para Mark Mobius, fundador da Mobius Capital Partners, gestora especializada em mercados emergentes, o governo chinês tem um plano de longo prazo de alcançar os Estados Unidos em alguns aspectos econômicos e para isso precisou se abrir para o mundo, com o objetivo de ter o mesmo tamanho ou até maior do que o mercado de capitais americano.

“Vimos uma explosão no mercado de capitais da China e isso continuará”, afirmou Mobius.

Além disso, o gestor da Mobius Capital também afirmou que para ser uma grande potência econômica global a China precisaria ter um controle de uma moeda de reserva. Apesar do dólar ter esse papel globalmente, Mark Mobius enxerga que o renminbi (moeda oficial chinesa) também se tornará uma moeda de reserva.

“O governo chinês quer uma moeda estável e sem grandes flutuações cambiais. Tudo isso é uma preparação para o renminbi se tornar uma moeda de reserva”, explicou Mobius.

Mark Mobius, fundador da Mobius Capital Partners

Empresas chinesas descontadas

De acordo com Mike Shiao, CIO da Invesco na Ásia com exceção do Japão, os equities chineses estão sendo negociados com 28% de desconto em comparação com os Estados Unidos. No entanto, quando olhamos para as empresas chinesas, os ganhos são muito maiores do que muitas companhias americanas em um horizonte nos próximos 12 meses, pelo menos, em setores como bens de consumo, saúde e tecnologia da informação.

Shiao também compartilha a opinião de que muitos investidores negligenciaram a China e que essa é uma das explicações para o mercado chinês ainda apresentar um desconto. Em Hong Kong, por exemplo, há uma capitalização de mercado de US$ 5 trilhões, mas isso representa um percentual pequeno do índice global. 

“Por isso que as empresas chinesas devem ter ganhos significativos nos próximos 1 ou 2 anos. E ainda não estão na carteira de muitas pessoas”, avaliou o CIO da Invesco.

Mike Shiao, CIO da Invesco na Ásia com exceção do Japão
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